Quarta-feira, 27 de Maio de 2009

Entre os muros de Bergamo

Enquanto Milão foi agitado e o Lago di Como foi romântico, Bergamo foi a chave de ouro da viagem: charmoso.

Bergamo se divide em duas: a Città Bassa, que é a metrópole urbana moderna, e a Città Alta, que é a cidade velha, no alto do morro, cercada por muralhas e bem medieval. Ao redor das ruazinhas de paralelepípedos ficam restaurantes, lojas que vendem queijos e frios, confeitarias com vitrines de encher os olhos, lojas e alguns poucos hotéis – sem falar nas construções antigas lindas, como a Piazza Vecchia, o Duomo, a igreja de Santa Maria Maggiore e a Biblioteca de Bergamo. É o máximo passear por esta cidade e ficar imaginando como ela funcionava há séculos...


Para ir da Cidade Baixa para a Cidade Alta usa-se o bondinho, ou funicular.


Comemos e bebemos muítissimo bem em Bergamo. E a culinária bergamasca é super interessante nas suas particularidades. Vamos lá!

A massa típica bergamasca é o casoncelli (ou casoncèi). Assim como a nossa feijoada, sua origem é humilde, pois era feito com pedaços de massa que eram recheados com restos de carne bovina e suína. Os casoncelli são raviolis bem rústicos, enrolados a mão mesmo. O mais tradicional é o casoncelli bergamaschi con pancetta burro e salvia (com manteiga, sálvia e pancetta, que se assemelha ao bacon - beeeem gordo e bem ao estilo da culinária piemontesa como já contei a vocês). É uma delícia...


Além das tortas feitas com nozes, amêndoas e frutas secas e dos doces folhados e recheados, o doce mais típico da culinária bergamasca chama-se curiosamente Polenta e Osei – que quer dizer “polenta e andorinhas” :) Mas calma... o nome se deve unicamente ao aspecto do doce!! É um bolo aromatizado com limão e baunilha, recheado com uma pasta amanteigada de chocolate e coberto com marzipã amarelo e com pequenos passarinhos também feitos de marzipã! Toda vitrine de confeitaria tem sua versão da Polenta e Osei, nos mais variados tamanhos, de um bolinho individual (como eu comi) até um bolo de 3 kg ou mais.


Este gnocchi di patate fatti in casa con funghi porcini, finferli e pinoli tostati mostra bem o traço da culinária piemontesa a base de creme de leite e manteiga e com dois tipos de funghi, mas com o toque do charme bergamasco, o cacau em pó...


Outro primo piatto bem gostoso e diferente. No menu chamava-se Creme Bruleé di Zucca e Gorgonzola, mas estava mais para um suflê mesmo :)




A sobremesa mais gostosa que comemos em Bergamo foi certamente este Tiramisù: o melhor que comi na vida, deixou saudades...


Um capítulo à parte para a Pizzeria Il Fornaio. Lotada o dia inteiro, sempre com pizzas diferentes na vitrine (a gente passava em frente só para ver o que tinha de novo), vendiam-se as pizzas aos pedaços que eram cortados pela atendente com uma tesoura (!). Os pedaços voltavam ao forno para uma tostada final e eram pesados e entregues sobre um guardanapo de papel. Até pizza de batata-frita apareceu uma vez... sim, na Itália!!!



Vejam como são lindas as vitrines de Bergamo...



Em Bergamo também tomamos o vinho mais gostoso da viagem.



Bom, por ora é só! Espero que tenham curtido conosco a viagem :)


Sexta-feira, 22 de Maio de 2009

Ao redor do Lago di Como

O Lago di Como é mesmo candidato a um dos lugares mais românticos do mundo. Cada cantinho uma surpresa – uma paisagem linda, um jardim florido, um lugarzinho pitoresco para tomar um café, uma casa colorida... tudo regado por aquele céu azul com o lago e as montanhas nevadas ao fundo. Estivemos em Tremezzo, onde visitamos a Villa Carlota, e depois atravessamos de barco para Bellagio.



Um almoço leve – panini (sanduíches) feitos com piadina (pão achatado e frito) recheados com folhas, crudo (como eles chamam o presunto cru) e grana (que é o queijo grana padano)...


Uma pausa para o café, sempre presente em nossos passeios...



Vitela com espinafre e risoto, bem típico do local. Reparem nas folhas de sálvia fritas na manteiga... ficam divinas!!




Um prato com polenta – a polenta é muito saborosa, feita com a sêmola mais grossa do que vemos normalmente por aqui.




Os limões sicilianos da Villa Carlota.



Arriverdeci... Nós vemos em Bergamo! :)

Domingo, 17 de Maio de 2009

Pelas ruas de Milão

Milão, início de nossa viagem pela Lombardia. Taí o berço do tão conhecido bife à milanesa :) A fama não vem à toa...

É claro que não podíamos deixar de comer os dois pratos mais típicos da culinária milanesa – o risotto alla milanese e a cotoletta alla milanese. Muito simples, mas deliciosos. O risotto é aquele bem básico feito com manteiga, cebola, vinho branco, brodo e queijo – mas com o toque especial do açafrão e do tutano de boi. A cotoletta é uma boa fatia de lombo de vitela com o osso, empanada e frita na manteiga. Tenho que dizer que é diferente – e mais gostoso! – do que o nosso bife, pois a carne é macia e suculenta sem ser muito gordurosa, e a cobertura é bem crocante. Todo restaurante de Milão tem sua versão destes pratos.



Os aspargos, junto com o espinafre e as alcachofras, foram os vegetais mais presentes nos menus milaneses. Comemos também uma piccata di vitello ai asparagi que deixou boas lembranças na Trattoria Bagutta (Pizza San Babila, centro de Milão), restaurante bem antigo e tradicional.


Por recomendação da Dri, fomos à Premiata Pizzeria (
http://www.premiatapizzeria.it/), lugar gostoso e aconchegante e também tradicional em Milão. A pizza escolhida, a Capricciosa, tinha molho de tomates, mussarela, alcachofra, funghi, alcaparras e azeitonas. Combinação deliciosa!


Almoços sempre mais leves para agüentar a comilança do jantar... Este foi “prato de resistência”, comemos mais de uma vez: carpaccio di bresaola, rucola e Parma. Esta rúcula italiana com folhas bem pequenas é simplesmente deliciosa, concentra o gostinho da rúcula sem ser muito picante.


Outro prato de resistência: a famosa salada caprese :)


O que mais em Milão? Passamos um final de semana delicioso andando pelas ruas do centro e aproveitando tudo o que havia para ver. Fomos ao Duomo, à Pinacoteca de Brera, ao Castello Sforzesco e à galeria Vittorio Emanuele II, onde comprei um livro bem legal de receitas de risotos na Rizzoli.

Vitrines de dar água na boca...


Sou viciada nestas castanhas portuguesas assadas que a gente compra nas ruas e que são servidas em um cone de papel de embrulho. Mas as “fontes” de fatias de coco fresco para vender são inéditas, fala sério...


Em seguida, rumo ao Lago di Como. Aguardem mais histórias. Olhem só que paisagem “feia” pelo caminho :)

Terça-feira, 12 de Maio de 2009

Uma aventura gastronômica pela Lombardia

fonte da imagem: http://www.simonde.com.br/SimondeWeb/Materias/frmMateria.aspx?m=15

Viajamos uma semana pela Lombardia, no norte da Itália. Junto com a vizinha região do Piemonte, a Lombardia é conhecida pelas massas frescas, polentas e risotos. A região é inclusive a principal produtora de arroz do país. Por conta também da produção de pecuária bovina nas encostas das montanhas, é a terra da vitela e conhecida por usar mais a manteiga do que o azeite em seus pratos. É mais fácil achar massas frescas com molhos à base de creme de leite e manteiga do que molhos de tomate!

No Piemonte fica a região de Alba, onde são encontradas as raras trufas brancas. A região também é reconhecida por seus aspargos (que marcam a chegada da primavera), os funghi variados, os embutidos como a bresaola e os queijos gorgonzola, mascarpone e Grana Padano.

As sobremesas típicas também seguem a mesma linha do uso da manteiga e do creme de leite: tanto o Tiramisù como a Panna Cotta têm sua origem no noroeste da Itália. Alem destes dois doces, muitos outros são feitos com frutas secas e nozes, em especial as avelãs. O Piemonte é a terra do torrone e da gianduia (pasta de chocolate e avelãs).



Viram que região mais LIGHT?? Não é à toa que eu e o meu marido juntos engordamos 4 kg na viagem....!!

Nos próximos posts, levaremos vocês conosco nesta aventura gastronômica, passando pelas ruas movimentadas de Milão, pelas encostas do Lago di Como e pelas ruas tortuosas de Bergamo. Aproveitem :)

Fontes:
http://www.simonde.com.br/simondeweb/principal/frmprincipal.aspx
http://www.comunitaitaliana.com.br/Gastronomia/lombardia.htm

Segunda-feira, 13 de Abril de 2009

Pasqua Sicilia

Por Lulu diretamente da Itália, do blog O Admirável Mundo Novo da Lulu

O ovo é símbolo de vida e de ressurreição. É do óvulo feminino que se origina a vida, assim como são ovais as glândulas sexuais masculinas; e é também do ovo que se gera a vida dos ovíparos. Jesus Cristo, com a ressurreição, transformou a sua morte em uma nova vida e muitas vezes o nascer é representado com um pintinho saindo do ovo. O ovo figura também em muitas delicia tradicionais da Páscoa e sempre foi seu maior símbolo porque representava o renascimento da natureza nas tradições pagas, coincidindo com a chegada da primavera.

Os típicos “pupi cu' l'ova”, ou como são conhecidos na cidade que moro – Catania – “uceddi cu’l’ova”, em dialeto siciliano que quer dizer ave com ovo, recordam exatamente essa tradição e são de uma época em que nem se imaginavam os ovos de chocolate de hoje em dia. Estes são paezinhos ou biscoitos pascais, muito difundidos em toda a Sicília, assumindo vários nomes de acordo com a tradição local, moldados nas mais varias formas, antropomorfas, zoomorfas, mas sempre com um ovo cozido, inteiro, às vezes com casca e tudo, que é inserido na pasta.
Dizem que os tais “uceddi cu’l’ova”, até uns cinqüenta anos atrás, eram (sempre a mesma massa de pão/biscoito) moldados preferencialmente na forma de pomba tendo no centro do corpo um ovo cozido (com casca) recoberto com duas listinhas de massa, formando uma cruz. Hoje quase desapareceu a forma antiga de molde, de pomba, mas a criatividade é infinita e cada um libera sua fantasia, e faz a forma que lhe dá na telha, remodelando a tradição.

As mammas e nonnas, em casa, no sábado da vigília da Páscoa, preparam tantos “uceddi” quantos sãos os membros da família, além de outros muitos biscoitinhos (feitos com sobras da massa) em formas mais simples, sem ovo, e todos decorados com confeitos coloridos, tornando-os ainda mais alegres e gostosos.

Hoje passei uma agradável manha “empastando” com as mulheres da família do meu marido, me sentindo parte de algo muito grande e muito bonito, e aprendendo algo mais além de fazer biscoitos.

Aqui vai a receita:


Ingredientes:

500g. de farinha de trigo
100 gr. de manteiga, margarina, ou banha culinária
1 ovo inteiro.
200 gr. de açucar
1 pitada de sal
1 pitada de semente de erva-doce, ou de anis, ou ainda 1 fava de baunilha
1 colheres de sobremesa de fermento em pó,
40 ml. de leite (temperatura ambiente).
Açúcar de confeiteiro, confeitos coloridos ou de chocolate pra decorar.

Preparo:

1- Cozinhe com antecedência tantos ovos quantos forem os biscoitos que quiser moldar, podendo até mesmo colocar mais de um ovo em cada figura. Deixe esfriar completamente.
2- Misture com as mãos a farinha e a manteiga. Faça um buraco no meio e coloque o ovo ligeiramente batido, o açúcar e o sal e continue a misturar com as mãos.
3- Pouco a pouco vá acrescentando o leite, o fermento e a essência e continue a trabalhar a massa. O ponto é de massa de pão, macia, lisa. Pode acontecer de nem usar todo o leite e uns 40ml bastarem para dar o ponto.
4- Quando a massa estiver bem trabalhada separe as bolas de massa e comece a moldar como quiser. Pode abrir a massa com o rolo numa espessura de ½ centímetro, colocar o ovo no meio e soltar a imaginação. Pode modelar igual a massinha de escola e fazer cesta, bonequinho, rosqueado, caracol, flor, borboleta.. e até mesmo a pomba original. Fica a critério de cada um.
5- Se sobrar alguma massa, abra com o rolo e corte com cortadores próprios pra biscoito, ou com uma xícara, ou com a faca, formando desenhos também. Pincele com leite se quiser dar um brilhozinho ou pra ajudar a grudar os confeitos que você eventualmente jogue por cima.
6- Quando tiver terminado, coloque cuidadosamente cada um dos biscoitos-arte e até mesmo aqueles simples, caso você tenha feito alguns com a sobra da massa, numa forma, forrada com papel vegetal, ou untada com manteiga.
7- Leve ao forno pré aquecido a 160-180°.
8- O tempo varia de acordo com a espessura dos biscoitos, com o desenho, e a quantidade de massa. Fique de olho, mas em torno de 15-20minutos os menores já estão dourados e prontos.

Quinta-feira, 9 de Abril de 2009

E por falar em culinária…

Por Lulu diretamente da Itália, do blog O Admirável Mundo Novo da Lulu


Qui si mangia bene!
A gastronomia italiana original é caracterizada por sua diversidade de influências, aromas e pratos pouco conhecidos no Brasil. pesquisamos o que é que esta culinária tem de especial para conquistar paladares por todo o mundo

TEXTO Júlia Zillig

Pizzas e pastas. Ao falar em cozinha italiana no Brasil logo se pensa nesses dois pratos, servidos nas velhas conhecidas cantinas e pizzarias. Isso acontece por conta das referências históricas trazidas pelos imigrantes italianos. A massa era colocada à mesa, aos domingos, quando a família se reunia, e também em dias de festa, para celebrar. E o mesmo acontecia com a velha redonda. O pão e o salame também não faltavam. No entanto, quando se pensa em gastronomia italiana, o céu é o limite. O universo de referências é extremamente vasto e diferente em cada região da Itália, também influenciado pelas várias colonizações, mudanças sociais e políticas ao longo das décadas. O resultado disso: uma gastronomia com grande riqueza de sabores e aromas.

Antes de abordar a culinária das principais regiões da Itália, vale contar um pouquinho sobre aspectos históricos que são determinantes na definição da gastronomia multifacetada do país. As raízes da cozinha italiana encontram-se no século IV, na Idade Média, vindas das influências árabes, principalmente na região da Sicília, que expandiu sua culinária regional com o amplo uso de produtos vindos do Oriente Médio, como é o caso das especiarias. Do oriente, veio também uma invenção chinesa trazida pelo viajante Marco Polo: o macarrão.

Já no século XVII, foram os espanhóis que deixaram sua marca na cozinha da Itália, adicionando produtos vindos da América, como tomate, batata, feijão, milho, cacau, rum e café. A França também colocou sua marca. Na época de Napoleão Bonaparte, os franceses agregaram outros itens, como produtos derivados do leite (manteiga e creme de leite).

O intenso comércio de alimentos durante o Império Romano, que movimentava a cidade de Roma, trouxe caravanas com alimentos vindos de vários países da Europa, África e Ocidente. Cereais, pães, vinho, azeitona, legumes, frutas frescas, amêndoas, nozes, avelãs, queijo, ovo, porco, carneiro, galinha, faisão, avestruz, javali, etc. Já com o Renascimento, os banquetes exagerados deram lugar a uma gastronomia mais refinada, com requinte e sobriedade nos pratos. Menos especiarias, mais leveza e apresentação.

Os italianos valorizam os ingredientes de sua região. Abusam de molhos e temperos e de pastas, peixes, frutos do mar, carnes com cortes diferenciados como ossobuco, escalope de vitela, entre outros. O azeite de oliva é praticamente a base da gastronomia italiana, juntamente com temperos de ervas frescas como alecrim, salsa, sálvia, tomilho, manjericão, manjerona, entre outros. Bottarga, funghi porcini, anchova, mussarela de búfala completam o pacote na confecção dos pratos.

RÚSTICO ORIGINAL - Na região central da Itália, onde fica Roma, a gastronomia local é considerada uma cozinha mais “simples”. É conhecida pelo melhor nhoque do país. “É uma região sem grandes influências da culinária européia, não tinha aristocracia e era devotada ao papa”, conta o chef italiano Marco Renzetti, proprietário do restaurante Osteria del Pettirosso, em São Paulo (SP), que tem a proposta de oferecer a culinária romanesca original. Marco conta que o lado religioso influenciou fortemente a cozinha de Roma. Por conta da propagação dos ideais cristãos, ligados à pobreza, a cultura gastronômica da região evoluiu nas mãos dos camponeses, feita à base de ingredientes fortes, com a presença de gorduras animais, carne de carneiro e porco.Já a comunidade que não era ligada à igreja católica - os hebreus, por exemplo - desenvolveram uma culinária mais refinada. “Eles usavam muito peixes e frutos do mar, além de verduras”, diz Marco. Um dos pratos célebres é o Carciofala Gildea, feito com alcachofras. “As folhas de alcachofra na Itália são comestíveis, fritadas no azeite.”

Um dos queijos mais utilizados na culinária romana é o pecorino. Por conta de seu desenvolvimento local e preço mais acessível do que o conhecido parmesão (ou parmiggiano), ganhou espaço nos pratos. O Spaghetti alla Carbonara é outro prato vindo de Roma. No entanto, no Brasil é feito com creme de leite, sendo que o original é feito com ovos, pecorino e panceta. “Roma nunca foi referência em relação à sofisticação, mas tem pratos deliciosos.” Molhos como matriciana, putanesca, por exemplo, hoje também conhecidos no Brasil, saíram desta região.

No restaurante Pettirosso, Marco conta que faz alguns pratos que seguem a escola gastronômica La Macellara, que abusa de miúdos de animais. Um dos pratos é um rigatone com tripa de vitela de leite cozida com tomate, pimenta e toucinho de porco. “Aqui no Brasil esse tipo de prato é desconhecido.” Ao contrário do que se pensa, na gastronomia romanesca o vinho branco é bastante utilizado para marinar carnes. “São carnes mais novas.” Leitão e carneiro são algumas das mais servidas.

RIQUEZA VERSÁTIL - Na região norte da Itália - Piemonte, Vêneto, Ligúria -, a influência francesa é fortemente notada. Risotos feitos à base de muita manteiga, massas frescas e polenta fazem parte do cardápio. “O risoto é um prato versátil”, diz o chef e banqueteiro italiano Carlos Bertolazzi. Queijos grana padano, fontina, parmesão e as famosas trufas brancas são destaques nessas cidades.O risoto mais conhecido é o alla parmiggiana, feito com queijo parmesão. Logo depois, o alla millanesa, com tutano de boi e açafrão. O de funghi porcini também se tornou um clássico, inclusive no Brasil. “Os brasileiros ainda conhecem pouco da gastronomia de cada região da Itália”, opina Carlos.

As carnes são cozidas no vinho, mas com menor quantidade da bebida, dando suavidade e leveza ao prato. “Na Lombardia, se come muito a Costoletta alla Milanese. Usam a parte da carne da costela do boi”, diz Carlos. Por ser uma região montanhosa, há uma forte tradição pelos assados e cozidos, incluindo a utilização de especiarias como cravo, anis estrelado e canela. “Nos restaurantes do norte, é raro encontrar pratos à base de molho de tomate, algo freqüente no sul.”

Frutas secas e avelãs compõem grande parte das sobremesas. É do norte que sai o tradicional Tiramissu e a Panna Cotta. “Naquela região, por conta da pecuária bovina nas montanhas, o acesso ao creme de leite e à manteiga é maior”, diz Carlos. Uma das iguarias mais importantes da gastronomia italiana está exatamente na região de Piemonte. A trufa de Alba, menina- dos-olhos de chefs do mundo todo, sai dos bosques do Piemonte. Com uma descrição peculiar, algo único, a trufa é um produto caro, mas adequadamente harmonizada com massas frescas e principalmente com ovos com gema mole.

As massas no norte são frescas - diferentemente da região central, onde são mais secas. A polenta, outro grande prato da região, é feita com sêmola mais grossa. “A polenta era um prato feito pelos italianos mais pobres. Os camponeses comiam-na de manhã, como se fosse um mingau. Depois de endurecida, cortavam em pedaços e fritavam, para molhar no molho de peixe.” Hoje, a polenta é um tradicional acompanhamento de ossobuco de vitela e servida com muito charme.

TRADICIONAIS E ROBUSTOS - Na região sul da Itália, a influência da dominação espanhola é marcante, além das referências gregas e turcas. “É uma cozinha forte, com muitos contrastes entre o doce e o salgado”, diz Marco. Frutos do mar, peixes, pasta feita de grão duro e sem ovo, pães robustos, muito molho de tomate e pizzas. “Existe uma predominância para sobremesas fritas, como é o caso do canole”, conta Carlos.

Com uma enorme diversidade de aromas, sabores e influências, a gastronomia italiana é referência ao redor do mundo. E com certeza deve continuar deixando suas marcas ao longo dos anos.

Fonte: Portal espresso: www.revistaespresso.uol.com.br

Sábado, 4 de Abril de 2009

Vencedora da Receita Doce



A grande vencedora do Sfida Della Nostra Cucina é a Ameixa do blog Canela Moída e com o prato Torta de Ameixa Seca.
Parabéns, estamos aguardando o seu contato com endereço para enviarmos a cesta oferecida pela Cepêra para você preparar comidas deliciosas.

Agradeço a todos que participaram dos Sfidas, como eu falei, estaremos dando umas férias para o Sfida Della Nostra Cucina. Obrigada por acompanhar o blog, as nossas, as receitas de nossas amigas e amigos.