sexta-feira, 31 de outubro de 2008
Um passeio por Roma da Década de 1940 - Parte 2
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
La Pizza Famiglia Ricchetti
Começou o Sfida Della Nostra Cucina - La Pizza no blog Ragazze Brasiliane Nella Cucina Italiana e para esse especial, queria falar da pizza feita pela minha família.Sei que agora, irei quebrar esse segredinho que vem sendo guardado há três gerações hehehe
Ela sempre começava distribuindo a farinha de trigo (usei 400 gramas) e fazendo o famoso "vulcãozinho".
No buraco era colocado o fermento (15 gramas), o açúcar (3 colheres de sopa) e misturava tudo. Abria novamente o vulcãozinho.
Ela ia jogando a farinha que ficava ao lado e misturando com as pontas do dedo o líquidos, sempre tomando o cuidado para não vazar.
Colocava o sal e acertava o sabor.
Massa pronta, chegou a hora de descansar por uma hora, bem coberto com um pano e cobertor.
Aproveitamos e ela cortava o tomate bem picadinho, um bom punhado de sal e manjericão.
Deixava marinar até a hora de começar a montar a pizza.
Nesse tempo de espera, era a nossa hora de fazer tricô!
Sim, a minha avó me ensinou a tricotar cachecol para as minhas bonecas e ursos.
A minha mãe adorava essas atividades, já que eu sou canhota e a minha avó também era. Minha mãe sentia dificuldade de me ensinar algumas coisas manuais e a minha avó conseguia com o seu jeito meigo e paciente me passar tudo que ela sabia.
Depois de uma hora, íamos as duas amassar a massa e separar em dois pedaços para voltar a crescer, deixando bem coberto com um pano e cobertor.
Ela tirava um pouquinho da massa e mergulhava ao um copo com água.
Deixava ao lado de uma vela que acendia todos os dias para o seu anjo da guarda.
Ali eu ficava, esperando a bolinha subir para avisa-la que podíamos abrir a massa.

Farinha na mesa e na massa, vai e vem do pau de macarrão esticando-a.
Vira a massa, mais farinha na mesa e mais uma vez o pau de macarrão fazendo o seu trabalho, até formar um disco perfeito de pizza.
Passava manteiga, farinha na forma e ajeitava a massa com carinho.
Agora era hora de tirar aquele tomate, joga-lo na massa e distribuir as fatias de queijo parmesão.

A segunda massa reservada já estava aberta na forma e com seu recheio.
Saia gritando para todos que a mesa estava posta e a pizza quentinha pronta para ser comida.
Sentávamos todos, repartia o primeiro pedaço as crianças e depois para os mais velhos.

Como foi bom relembra-la e passar para o meu marido o gostinho da minha pizza favorita quando criança.

A diferença na forma de preparo foram:
- Não usei cobertor, apenas coloquei um filme plastico em cima da tigela e um pano. Deixei crescendo dentro do microondas.
- Não fiz a boa e velha bolinha. Deixei crescendo por uma hora, sovei novamente, separei e deixei por mais uma hora.
- No molho, usei o pirão para ficar mais liquido e pastoso.
- Abri a massa e coloquei no forno durante 5 minutos para pré-assar. Depois coloquei o recheio e apenas tirei até a suas bordas dourarem.
A minha avó sempre dizia que era a mão da família, por ser quentinha, fazendo toda a diferença na hora de sovar e abrir a massa da pizza.

Participante: Nana
terça-feira, 28 de outubro de 2008
Famiglia Biffi e Fuzaro
Famiglia Biffi e Fuzaro
Biffi: Descende de Milão, capital da Lombardia.
Brasão de Milão
Brasão da CalábriaMinha ascendência Biffi vem por parte do meu avô materno e a Fuzaro, pela minha avó Materna. Sempre fomos uma família bem italianada, comendo muito, falando alto e com muita festa em qualquer ocasião. Mas isso vem de muito tempo atrás.

Meu avô, Otávio Biffi e minha avó, Anna Angela Fuzaro
Meus Bisavós Rosalina Vascone Fuzaro e Vicente Fuzaro, nasceram na Itália e migraram ao Brasil num grande navio, onde se conheceram, em busca de emprego. Desembarcaram em Santos e logo rumaram ao interior de São Paulo, em Pirassununga. Lá casaram e começaram o seu trabalho na lavoura, trabalhando de sol a sol por um mísero prato de comida. Após alguns anos de casado nasceu minha avó, Anna Angela Fuzaro. Depois de um longo tempo trabalhando, meu Bisavô comprou uma fazendinha em Descalvado, interior de São Paulo e logo se mudaram para plantar café, criar cabeças de gado e vender pra comerciantes da cidade, tarefa da qual começaram tirar seu sustento. Minha avó cresceu cuidando dos seus 9 irmãos menores e ajudando meus bisavós na roça.

Minha Avó, Anna Angela Fuzaro Biffi, a 1° da esquerda em pé de preto!!
Ela contou que usavam as roupas feitas pela minha bisavó, com tecido que meu avô ganhava na barganha do gado e era usado um par de sapatos por ano, apenas nas ocasiões especiais. Durante o dia e em casa, andavam descalço. Quando ela ia levar café pro meu Bisavô na mangueira, ia descalça cedinho e pisava na grama cheia de orvalho da manhã que era super gelado e pensava "Ai Deus, não deixa sentir tanto frio, por favor!!". Imaginem, morri de dó.
Um fato interessante, ela conta que meu bisavô matava porcos e que armazenavam a carne do porco numas latas grandes dentro de sua própria gordura para comerem (que hoje damos o nome fino de confit). Achei incrível pois vemos através destes fatos, que certas técnicas da nossa culinária atual provem de muito tempo atrás.
Nas épocas festivas, meus bisavós faziam questão que toda família estivesse junta e que os presentes daquela época eram bem diferentes dos de hoje. Minha avó se lembra de ter ganhado bonequinhas de celulóide, latas de bolachas, cestinhas de bordado e até lancheira, e achavam aquilo a melhor coisa do mundo, porque naquele tempo, as crianças não tinham nada e davam muito valor quando tinham a oportunidade de ter algo diferente.
Assim cresceu minha avó até conhecer meu avô, Otávio Biffi. Que também teve os pais imigrantes da Itália, que vieram trabalhar na lavoura também.
Quando meu avô completou 18 anos, deixou a sua família na lavoura e veio para a Capital servir o exército, onde trabalhou por 4 anos. Numa certa visita aos seus pais em Descalvado, meu avô conheceu minha avó e dali a pouco já estava ela vindo a São Paulo procurar casa com meu vovô. Casaram-se em Descalvado e depois de um tempo vieram pra Capital. E ai nasceram a minha mãe e os meus tios. Ana Maria Biffi, Sérgio Luis Biffi e Luis Antonio Biffi. Reparem que nenhum recebeu o nome Fuzaro de minha avó, assim como eu, que só tenho o Santos do meu pai e não recebi o Biffi de minha mãe. Estou entrando com a documentação para incluir o Biffi no meu nome, pois sinto falta dessa minha parte italiana.
Falo só dos meus avós maternos pois são os imigrantes italianos. Da parte de meu pai são todos espanhóis. Minha avó hoje tem 85 anos, mora conosco e é a mais ativa da casa. Eu e ela disputamos o fogão, pois ela é a dona da cozinha e agora que estou me formando ela acha que tudo que faço ta errado e ruim. Ela é uma cozinheira exímia. Meu avô faleceu quando tinha 7 anos, mas era um senhor excepcional, muito querido por todos e que tinha um xodó inestimável por mim. Pena que não consegui aproveitá-lo.
Mas é isso, esse é um pequeno pedacinho da história da minha familia. A partir de hoje estarei aqui colaborando com as meninas para tornar esse blog cada vez melhor e informativo.
terça-feira, 16 de setembro de 2008
Um passeio por Roma da década de 1940 - Parte 1
Vamos ao passeio....
sábado, 13 de setembro de 2008
Famiglia Ricchetti
Olá,
consegui informações sobre o meu bisavô e a nossa história de familia.
Demorei para juntar muitas e poucas informações de vários parentes Ricchetti.
Também fiz um estudo que escreverei futuramente.
Nesta postagem colocarei alguns pontos em itálico para diferenciar os fatos e as lembranças.
Primeiro Parte
Minha bisavó, Giovanna D´andrea Ricchetti vivia no palácio do Rei Emanuel e sua mãe era mama de leite dos filhos do rei, dando o direito ao um título de nobreza.
Esse titulo foi cancelado quando ela casou com o senhor Angelo Ricchetti, considerado um rapaz de família plebéia.
Como sempre, o casamento de ambos não foi aceito pela família D´andrea.
A familia D´andrea e Ricchetti são família e sobrenomes originários do Norte da Itália, da região de Vêneto.
Não sei o motivo da ida deles para o Sul, Região de Puglia, acredito que o Sr. Angelo Ricchetti foi atraido pelos grandes maestros que ganhavam reconhecimento no sul da Itália em torno de 1840.
Segunda Parte
Angelo Ricchetti, embarcou para o Brasil sem a sua família (antes de 1886), a pedidos de outros italianos que sentiam muitas saudades da cultura italiana e por aqui não tinha nada que lembrasse lá.
Veio da Itália, não como imigrante para trabalhar nas lavouras no interior do Brasil, mas como maestro, jornalista, partidário revolucionário colega do anarquista Garibaldi.
Com o fim da escravidão, a carência de condições sociais, cultura e falta de mão de obra nas lavouras, o governo Brasileiro começou abrir os portos para novos imigrantes com a promessa de uma vida melhor (que nunca foram realizadas). Os primeiros imigrantes não puderam trazer as suas famílias, deixando-as na Itália.
Só embarcavam homens, viúvos (as) ou mulheres solteiras e todos maiores de idade.
Com o passar do tempo e o crescimento da agricultura, foi autorizado o embarque de famílias completas. Utilizando, assim, mão de obras de todos que chegavam em terras brasileiras, principalmente a infantil.
No navio, meu bisavô conheceu outra italiana e formou uma nova família engravidando-a. Essa nova família se dirigiu para região Norte, já que o Sul e Suldeste começava a super lotar de imigrantes italianos.
Sua esposa Giovanna D'andrea Ricchetti e sua filha Linda Ricchetti ficaram na cidade de Foggia, esperando o seu retorno.
Ele retornou para Itália para buscar a sua esposa e filha, desembarcando no porto de Santos em 1.886 e não sabemos dizer qual o motivo eles foram para cidade São Manuel do Paraíso.
Giovanna teve que mudar o seu nome para Joana, já que em terras brasileiras, era difícil a pronuncia de muitos nomes e sobrenomes italianos.
Meu bisavô era jornalista e trabalhou no Jornal da cidade no qual, por exemplo, narrou toda a história da Primeira Guerra Mundial na Europa e Ásia, ouvindo notícias das rádios inglesas por meio de uma rádio galena.
Ele também era compositor e maestro, aos domingos sua banda tocavam valsas e músicas clássicas no coreto do jardim. Houve um concurso das bandas das cidades interioranas na capital de São Paulo. A banda de São Manuel ganhou o 1º lugar.
Angelo Ricchetti, importou da Itália todos os instrumentos componentes da banda.
Foi julgado como contrabando pelos fiscais por ter instrumentos de uma banda completa.
O senhor Angelo Ricchetti falou ser o maestro da banda e tocou pra mostrar aos fiscais que dizia a verdade. Tocou em alguns instrumentos o hino nacional brasileiro, imediatamente foram liberados os instrumentos.
Aqui no Brasil, meus bisavós tiveram os filhos: Fausto, Helena, Henrique, Herminio e Uth (meu avó).
Porque Uth?
Angelo Ricchetti conhecia muito bem as notas musicais e a origem do nome das notas. Antigamente as notas do, de do, ré, mí, etc era Ut.
Um monge que deu nome às notas, usava as primeiras letras das cidades alemãs. Ut era de Utrecht, cidade que ainda existe e é famosa!
Então deu o nome no filho caçula de UTH em homenagem à música.
Mas antes de morrer fez todo mundo jurar que nenhum Ricchetti poderia ser músico pois tinha sido a sua desgraça, fazendo os filhos e a esposa queimar todas as suas obras e assim falecendo.
Terceira Parte
Fausto Ricchetti ocupou cargos importantes como diretor da secretária das municipalidades e diretor da secretária da fazenda.
Henrique Ricchetti foi delegado de ensino na grande São Paulo, simplesmente era ele o único.
Em 1.947-1951 ele foi deputado constituinte.
Em 1.957 ele foi nomeado pelo prefeito Vladimir de Toledo Piza secretário da Educação e Cultura da cidade de São Paulo.
Criou o Ensino Primário Municipal.
Na época, a prefeitura construía prédios e passava para o Estado.
Uma vez criado o ensino primário municipal o secretário começou a realizar o seu sonho; as escolas principalmente em bairros da periferia.
Aos professores para serem nomeados teriam que ter em 1º lugar seu diploma, 2º alugar um galpão e 3º ter 40 alunos.
Os inspetores colegas de Henrique Ricchetti como delegado ajudaram muito para que este sonho fosse realizado na secretária de Educação e Cultura.
À noite, entre 22:00 ou 23:00 estava uma luz acesa, onde Henrique e seus amigos organizavam processos da criação do ensino primário municipal.
Neste pouco tempo foram nomeados 3.000 professores, como cada um deles pagavam o local da sua classe; passaram a receber mais do que os professores estaduais.
Isto irritou o governador de São Paulo Jânio da Silva Quadro, que enviou um emissário levando um recado ao professor Henrique Ricchetti.
Queria persegui-lo, pois Henrique era delegado de Ensino Estadual, tendo ele mais de 30 anos de trabalho realizado, pedindo a sua aposentadoria.
Pegou um avião e foi ao Rio de Janeiro onde estava o Prefeito Vlademir de Toledo Piza e o pôs a par do fato, Piza perguntou a ele:
-Ricchetti o que você pretende fazer?
-Aqui está o decreto Piza. Assine, eu assinarei e está criado o ensino primário municipal.
Com o passar do tempo, o mesmo emissário que levou o recado do senhor governador Jânio da Silva Quadro ao professor Ricchetti, levou novamente um recado e uma passagem de avião para Brasília quando Jânio da Silva Quadro era presidente do Brasil, onde Jânio queria falar com ele.
Que ficou confuso, uma vez que foi ameaçado pelo governador.
O emissário insistiu para que ele fosse a Brasilia.
Lá chegando, ao entrar no palácio ele disse que estava lá para falar com o presidente. Perguntaram a ele o seu nome e ele respondeu:
-Henrique Ricchetti.
-Por favor o senhor me acompanhe.
Ao entrarem em um salão enorme, com uma enorme mesa rodeada de cadeiras, lá na cabeceira estava o senhor presidente Jânio que levantou, foi em direção ao Henrique Ricchetti, dizendo em voz alta:
-Professor Henrique Ricchetti é de homens como você que eu preciso.
E nomeou coordenador radical do ensino em todo o Brasil.
Terminou Henrique Ricchetti se ezonerado do cargo quando Jânio renunciou á presidência.
Uth Ricchetti (meu avô) era o temporão da família.
Estudou a sua vida toda em colégio interno na capital de São Paulo e voltou aos 16 anos para cidade de São Manuel.
Apaixonou pela Lucila Campos Mello, de família Brasileira e o namoro não foi aceito pela família de ambos.
A família Ricchetti queria manter laços com famílias italianas e a família Campos Mello odiavam os italianos que estavam ali para roubar suas terras e comidas.
Na época acontecia a revolução no Estado de São Paulo e meu avô revoltado com essa situação, se alistou para participar da revolução de 1930 contra a sua família.
Lucila pedia para ele não ir, chorou o tempo todo até o seu retorno.
As suas amigas não entendiam o desespero dela, já que era uma honra ter um namorado que lutou em uma guerra ou revolução. Muitas mandavam os seus namorados alistarem ou terminavam o namoro por acha-los covardes.
Nesta revolução, o meu avô quase perdeu a sua vida, voltando gravemente ferido para São Manuel.
Depois de recuperado, casou com a Lucila e tiveram cinco filhos: Angelo, Antônio, Vera Maria, Eduardo e Manuel Fernando.
Diante de todas essas atitudes, meu avô foi considerado por todos como débil mental e tendo como direito a herança uma casa pequena em São Manuel com uma cláusula única: não podendo vender durante toda a sua vida.
Homenagens:
Nome de Rua
Rua Maestro Ângelo Ricchetti, JD TEREZA CRISTINA
São Manuel-SP
Nome de Escola
Escola Municipal de Educação Infantil Prof Henrique Ricchetti
Museu de São Manuel
Rua Gomes de Faria, s/nº
Lá encontra-se muitos documentos da família Ricchetti e até uma foto do meu avô com farda antes de ir lutar na revolução.
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
Con Te Partiro
Descobri tantas histórias, dados familiares e estou emocionada com tudo isso.
Sempre quando a escuto, sinto-me no navio que trouxe os meus bisavôs para o Brasil depois de uma longa espera da querida Joana (Giovanna) do seu amado Ângelo em Foggia na Itália.
Time To Say Goodbye - Con Te Partiro
Quando sono sola
sogno all'orizzonte
e mancan le parole,
si lo so che non c'e luce
in una stanza quando manca il sole,
se non ci sei tu con me, con me.
Su le finestre
mostra a tutti il mio cuore
che hai accesso,
chiudi dentro me
la luce che
hai incontrato per strada.
Time to say goodbye.
Paesi che non ho mai
veduto e vissuto con te,
adesso si li vivro.
Con te partiro
su navi per mari
che, io lo so,
no, no, non esistono piu,
it's time to say goodbye.
Quando estou sozinha eu sonho com o horizonte e me faltam palavras.
Não tem luz em uma sala sem sol
E não tem sol se você não está aqui comigo, comigo.
De cada janela abre o meu coração, o coração que você conquistou.
Em mim você despejou a luz,
A luz que você achou ao lado da estrada.
Hora de dizer adeus.
Lugares que eu nunca vi nem estive com você.
Agora eu devo, eu vou navegar com você em barcos atraves dos mares,
Mares que já não existem,
É hora de dizer adeus.
Quando sei lontana
sogno all'orizzonte
e mancan le parole,
e io si lo so
che sei con me, con me,
tu mia luna tu sei qui con me,
mio sole tu sei qui con me,
con me, con me, con me.
Time to say goodbye.
Paesi che non ho mai
veduto e vissuto con te,
adesso si li vivro.
Con te partiro
su navi per mari
che, io lo so,
no, no, non esistono piu.
Quando você está distante eu sonho com o horizonte e me faltam palavras.
E é claro que eu sei que você está comigo, comigo.
Você, minha lua, você está comigo.
Meu sol, você está aqui comigo, comigo, comigo.
Hora de dizer adeus.
Lugares que eu nunca vi nem estive com você.
Agora eu devo, eu vou navegar com você em barcos atraves dos mares,
Mares que já não existem
con te io li rivivro.
Con te partiro
su navi per mari
che, io lo so,
no, no, non esistono piu,
con te io li rivivro.
Con te partiro
Io con te.
Irei com você em barcos atraves dos mares
Mares que já não existem
Irei revive-los com você
Irei com você
Você e eu.
Letra: http://letras.terra.com.br/sarah-brightman/912731/ e http://letras.terra.com.br/sarah-brightman/5901/
La bella Italia
A primeira vez que eu fui a Itália me senti completamente "em casa" como se fosse meu país mesmo..e o interessante é que nessa mesma viagem(de mochila)eu conhecí grande parte da Europa , e nenhum outro lugar me fez esse efeito mágico , encantador , apaixonante..
Nessa época eu ainda não tinha me entregado à paixão pela gastronomia .Os anos se passaram e sem nenhum motivo especial , comecei a estudar a lingua italiana , e o interesse cresceu ainda mais , pelo cinema , musica , enfim ... me tornei uma fã ardorosa do país , até que o destino me deu a oportunidade de viver por quase dois anos entre Milão e Bologna , conhecida como a capital da gastronomia italiana..
Devo dizer que não só Bologna , mas os italianos em geral respiram comida ... fazem do horário do almoço ou do jantar um momento único , cultivam , desde sempre , o que está na moda agora , o "slow food" de um modo natural , inato , e desde então , eu que antes de ir já era apaixonada por gastronomia , me apaixonei perdidamente por esse estilo de vida , pelos simples e ótimos ingredientes , pela variada e farta comida mediterranea e pelo ritual que é comprar os ingredientes , cozinhá-los e depois como se fosse um show: degustá-los:)
Espero poder ser uma boa colaboradora
A presto!!!
Dri
terça-feira, 29 de julho de 2008
Famiglia Ricchetti
Meu Bisavô Ângelo Ricchetti com meu tio avô Fausto no naviosegunda-feira, 21 de julho de 2008
A Nossa Querida Itália!!!
Por que a Itália?
A Itália, para mim, é muito presente, terra de meus bisavós, que vieram para o Brasil e construíram suas vidas aqui. É presente também pela história do meu avô, ex-pracinha que foi para a Itália em 1944, lutando na guerra contra o nazismo e o regime facista de Hittler e Mussoline. Se faz presente em cada esquina de São Paulo, o estado mais italiano do Brasil. Aqui se respira Itália, na fala cantada, nos gestos amplos ao falar. O paulista descendente de italiano "fala com as mãos". No jeito cômico e trágico de uma boa briga de família. Na mesa do almoço de domingo, farta e cheia de gente. Na culinária espetacular, cheia de aromas e sabores indescritíveis. Na felicidade que todo descendente de italiano tem em sua alma. E que contagia a todos ao seu redor. Há motivos de sobra para escolher a Itália, é amor antigo, que vem passando de geração em geração, uma herança e um presente que espero que esteja com minha filha e meus netos.
Meu avô, na época da guerra, foto oferecida de presente à minha avó
Três gerações, outros tempos, muitas saudades (minha avó, eu e minha mãe)
Natal, época boa, sem eles é tudo diferente (minha avó, meu avô e meu primo Lucas, hoje com 19 anos)
O outro lado da minha família (minha avó paterna - também descendente de italianos - meu irmão e eu)Nós rabiscamos um pequeno projeto para o blog. Algumas coisas iremos explicando com o tempo, mas pretendemos ter aqui algo além da culinária. Queremos resgatar histórias de família, dados históricos relacionados à culinária, enfim, coisinhas que iremos colocando aqui com o tempo. Esperamos que gostem e participem do nosso cantinho ítalo-brasileiro.
Ciao, vediamoci presto!
Letícia Broso Ferrante Medeiros


















