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terça-feira, 8 de setembro de 2009

Será que essa novidade pega?

Acho que os italianos ainda preferem a forma tradicional, mas essa novidade é bem interessante prá hora daquela fominha que só pizza resolve...

sábado, 22 de agosto de 2009

Festa Italiana em São Caetano

Durante este mês está acontecendo aos finais de semana a Festa Italiana, que há 16 anos aquece o inverno em São Caetano do Sul, cidade localizada no ABC paulista.
São 20 barracas servindo a boa comida italiana, além de shows de música típica.
Ainda dá tempo de participar, o evento vai até dia 31 de agosto, das 18h às 23h e a entrada é franca.
A festa acontece no encontro das ruas Mariano Pamplona com Ceará e 28 de julho com Maximiliano Lorenzini, onde há uma praça, no Bairro Fundação. As quatro vias terão o tráfego desviado para as ruas do entorno a partir das 17h, todos os sábados e domingos de realização da festa. Há um local também para estacionamento.

Para mais informações acesse: Diário do Grande ABC

Memorial do Imigrante

Esta é uma dica de passeio para quem quer conhecer um pouco mais sobre a história da imigração no Brasil. O Memorial do Imigrante existe desde 1998, ocupando uma parte da antiga Hospedaria do Imigrante, um prédio muito bonito, contruído entre 1886 e 1888. São atividades desenvolvidas pelo museu do imigrante:
  • Museologia, com serviços de:
    • Produção Museológica;
    • Documentação e Reserva Técnica;
    • Serviço Educativo;
    • Iconografia;
    • Depoimentos Orais e Pesquisa;
    • Biblioteca.
  • Arquivo e Pesquisa, que mantém o acervo de documentos textuais, os livros de registros da antiga Hospedaria de Imigrantes e emite certidões de desembarque, documento oficial, aceito nos países europeus e no Japão;
  • Núcleo Histórico dos Transportes, que objetiva resgatar e divulgar a história dos transportes no Estado de São Paulo;
Existe uma programação de eventos e para conhecê-lá é só clicar aqui. Há também um passeio de trem que nos leva a outros tempos. O trem funciona aos sábados, domingos e feriados, das 10:00 às 17:00 horas, transportando os visitantes do Memorial por trajeto de mil metros, com duração aproximada de 20 minutos. A operação está a cargo de profissionais, todos membros da ABPF (Associação Brasileira de Preservação Ferroviária – Regional São Paulo).

Passeio de Trem

Além disso lá é realizada anualmente a Festa do Imigrante, uma celebração da chegada de diversos povos que ajudaram a construir nosso pais. Podemos conhecer as diversas culturas através de artesanato, danças e músicas dos diversos grupos folclóricos que se apresentam durante o dia todo na festa e a culinária destes povos.


Apresentação Dança Indiana - Grupo Folclórico Rasa Nanda - Festa do Imigrante

Apresentação Grupo Folclórico Jadran - Festa do Imigrante

Apresentação Grupo Folclórico La Bella Itália - Festa do Imigrante

Outras informações:

Endereço:
Rua Visconde de Parnaíba, 1316 - Mooca
(Próximo à estação Bresser do metrô - linha Leste-Oeste)

Horário de Funcionamento

Visitação
De terça a domingo das 10:00 às 17:00 horas (inclusive feriados)

Serviços administrativos
De terça a sexta das 10:00 às 17:00 horas (exceto feriados)

Biblioteca
De terça a sexta das 10:00 às 13:00 e das 14:00 às 17:00 horas (exceto feriados)

Departamento de Pesquisa e Emissão de Certidão de Desembarque
De terça a sexta das 13:00 às 17:00 horas e aos sábados das 10:00 às 17:00 horas
O departamento não funciona aos domingos e feriados

Ingresso
  • R$ 4,00 (Quatro Reais)
  • R$ 2,00 (Dois Reais), para estudantes dos ensinos fundamental, médio e superior
  • Entrada gratuita para menores de 7 (sete) anos e adultos com mais de 60 (sessenta) anos
  • Entrada gratuita no último sábado do mês no Memorial do Imigrante

Observação: Possuímos acesso a deficientes e lanchonete.


O Memorial do Imigrante possui ainda:

  • Dois auditórios: o maior com capacidade para 100 pessoas, onde podem ser apresentadas palestras e aulas que necessitem de recursos de áudio e vídeo; e um menor, com capacidade para 34 pessoas, dispondo apenas de recursos de vídeo;
  • Sala das Bandeiras: com bandeiras cedidas por consulados e associações, contendo também informações gerais sobre os países representados

Emissão de Certificados e Certidões de Desembarque

Serviço de utilidade pública que, atendendo a solicitações de imigrantes e descendentes, expede um documento oficial aceito nos países europeus e no Japão, para a concessão de dupla cidadania, sucessões hereditárias e diversas demandas judiciais. Além das solicitações dos documentos, o setor presta atendimento e orientação a pesquisadores, consulados, órgãos de imprensa e representantes de associações de imigrantes.

Visitas Monitoradas

Para grupos de até 45 pessoas, adultos ou crianças, o Memorial do Imigrante dispõe de um serviço de monitoria em todas as dependências do edifício que, de 3ª a 6ª feira, explicam cada uma das etapas do processo imigratório para o Estado de São Paulo. Este sistema mostra–se ideal para grupos de estudantes de 2ª a 8ª séries do ensino fundamental e deve ser agendado com antecedência.

Para mais informações e agendamento de visitas em grupos, ligue para: (11) 2692-1866, ramais: 221 ou 211.

Outras informações, clique aqui.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

E por falar em culinária…

Por Lulu diretamente da Itália, do blog O Admirável Mundo Novo da Lulu


Qui si mangia bene!
A gastronomia italiana original é caracterizada por sua diversidade de influências, aromas e pratos pouco conhecidos no Brasil. pesquisamos o que é que esta culinária tem de especial para conquistar paladares por todo o mundo

TEXTO Júlia Zillig

Pizzas e pastas. Ao falar em cozinha italiana no Brasil logo se pensa nesses dois pratos, servidos nas velhas conhecidas cantinas e pizzarias. Isso acontece por conta das referências históricas trazidas pelos imigrantes italianos. A massa era colocada à mesa, aos domingos, quando a família se reunia, e também em dias de festa, para celebrar. E o mesmo acontecia com a velha redonda. O pão e o salame também não faltavam. No entanto, quando se pensa em gastronomia italiana, o céu é o limite. O universo de referências é extremamente vasto e diferente em cada região da Itália, também influenciado pelas várias colonizações, mudanças sociais e políticas ao longo das décadas. O resultado disso: uma gastronomia com grande riqueza de sabores e aromas.

Antes de abordar a culinária das principais regiões da Itália, vale contar um pouquinho sobre aspectos históricos que são determinantes na definição da gastronomia multifacetada do país. As raízes da cozinha italiana encontram-se no século IV, na Idade Média, vindas das influências árabes, principalmente na região da Sicília, que expandiu sua culinária regional com o amplo uso de produtos vindos do Oriente Médio, como é o caso das especiarias. Do oriente, veio também uma invenção chinesa trazida pelo viajante Marco Polo: o macarrão.

Já no século XVII, foram os espanhóis que deixaram sua marca na cozinha da Itália, adicionando produtos vindos da América, como tomate, batata, feijão, milho, cacau, rum e café. A França também colocou sua marca. Na época de Napoleão Bonaparte, os franceses agregaram outros itens, como produtos derivados do leite (manteiga e creme de leite).

O intenso comércio de alimentos durante o Império Romano, que movimentava a cidade de Roma, trouxe caravanas com alimentos vindos de vários países da Europa, África e Ocidente. Cereais, pães, vinho, azeitona, legumes, frutas frescas, amêndoas, nozes, avelãs, queijo, ovo, porco, carneiro, galinha, faisão, avestruz, javali, etc. Já com o Renascimento, os banquetes exagerados deram lugar a uma gastronomia mais refinada, com requinte e sobriedade nos pratos. Menos especiarias, mais leveza e apresentação.

Os italianos valorizam os ingredientes de sua região. Abusam de molhos e temperos e de pastas, peixes, frutos do mar, carnes com cortes diferenciados como ossobuco, escalope de vitela, entre outros. O azeite de oliva é praticamente a base da gastronomia italiana, juntamente com temperos de ervas frescas como alecrim, salsa, sálvia, tomilho, manjericão, manjerona, entre outros. Bottarga, funghi porcini, anchova, mussarela de búfala completam o pacote na confecção dos pratos.

RÚSTICO ORIGINAL - Na região central da Itália, onde fica Roma, a gastronomia local é considerada uma cozinha mais “simples”. É conhecida pelo melhor nhoque do país. “É uma região sem grandes influências da culinária européia, não tinha aristocracia e era devotada ao papa”, conta o chef italiano Marco Renzetti, proprietário do restaurante Osteria del Pettirosso, em São Paulo (SP), que tem a proposta de oferecer a culinária romanesca original. Marco conta que o lado religioso influenciou fortemente a cozinha de Roma. Por conta da propagação dos ideais cristãos, ligados à pobreza, a cultura gastronômica da região evoluiu nas mãos dos camponeses, feita à base de ingredientes fortes, com a presença de gorduras animais, carne de carneiro e porco.Já a comunidade que não era ligada à igreja católica - os hebreus, por exemplo - desenvolveram uma culinária mais refinada. “Eles usavam muito peixes e frutos do mar, além de verduras”, diz Marco. Um dos pratos célebres é o Carciofala Gildea, feito com alcachofras. “As folhas de alcachofra na Itália são comestíveis, fritadas no azeite.”

Um dos queijos mais utilizados na culinária romana é o pecorino. Por conta de seu desenvolvimento local e preço mais acessível do que o conhecido parmesão (ou parmiggiano), ganhou espaço nos pratos. O Spaghetti alla Carbonara é outro prato vindo de Roma. No entanto, no Brasil é feito com creme de leite, sendo que o original é feito com ovos, pecorino e panceta. “Roma nunca foi referência em relação à sofisticação, mas tem pratos deliciosos.” Molhos como matriciana, putanesca, por exemplo, hoje também conhecidos no Brasil, saíram desta região.

No restaurante Pettirosso, Marco conta que faz alguns pratos que seguem a escola gastronômica La Macellara, que abusa de miúdos de animais. Um dos pratos é um rigatone com tripa de vitela de leite cozida com tomate, pimenta e toucinho de porco. “Aqui no Brasil esse tipo de prato é desconhecido.” Ao contrário do que se pensa, na gastronomia romanesca o vinho branco é bastante utilizado para marinar carnes. “São carnes mais novas.” Leitão e carneiro são algumas das mais servidas.

RIQUEZA VERSÁTIL - Na região norte da Itália - Piemonte, Vêneto, Ligúria -, a influência francesa é fortemente notada. Risotos feitos à base de muita manteiga, massas frescas e polenta fazem parte do cardápio. “O risoto é um prato versátil”, diz o chef e banqueteiro italiano Carlos Bertolazzi. Queijos grana padano, fontina, parmesão e as famosas trufas brancas são destaques nessas cidades.O risoto mais conhecido é o alla parmiggiana, feito com queijo parmesão. Logo depois, o alla millanesa, com tutano de boi e açafrão. O de funghi porcini também se tornou um clássico, inclusive no Brasil. “Os brasileiros ainda conhecem pouco da gastronomia de cada região da Itália”, opina Carlos.

As carnes são cozidas no vinho, mas com menor quantidade da bebida, dando suavidade e leveza ao prato. “Na Lombardia, se come muito a Costoletta alla Milanese. Usam a parte da carne da costela do boi”, diz Carlos. Por ser uma região montanhosa, há uma forte tradição pelos assados e cozidos, incluindo a utilização de especiarias como cravo, anis estrelado e canela. “Nos restaurantes do norte, é raro encontrar pratos à base de molho de tomate, algo freqüente no sul.”

Frutas secas e avelãs compõem grande parte das sobremesas. É do norte que sai o tradicional Tiramissu e a Panna Cotta. “Naquela região, por conta da pecuária bovina nas montanhas, o acesso ao creme de leite e à manteiga é maior”, diz Carlos. Uma das iguarias mais importantes da gastronomia italiana está exatamente na região de Piemonte. A trufa de Alba, menina- dos-olhos de chefs do mundo todo, sai dos bosques do Piemonte. Com uma descrição peculiar, algo único, a trufa é um produto caro, mas adequadamente harmonizada com massas frescas e principalmente com ovos com gema mole.

As massas no norte são frescas - diferentemente da região central, onde são mais secas. A polenta, outro grande prato da região, é feita com sêmola mais grossa. “A polenta era um prato feito pelos italianos mais pobres. Os camponeses comiam-na de manhã, como se fosse um mingau. Depois de endurecida, cortavam em pedaços e fritavam, para molhar no molho de peixe.” Hoje, a polenta é um tradicional acompanhamento de ossobuco de vitela e servida com muito charme.

TRADICIONAIS E ROBUSTOS - Na região sul da Itália, a influência da dominação espanhola é marcante, além das referências gregas e turcas. “É uma cozinha forte, com muitos contrastes entre o doce e o salgado”, diz Marco. Frutos do mar, peixes, pasta feita de grão duro e sem ovo, pães robustos, muito molho de tomate e pizzas. “Existe uma predominância para sobremesas fritas, como é o caso do canole”, conta Carlos.

Com uma enorme diversidade de aromas, sabores e influências, a gastronomia italiana é referência ao redor do mundo. E com certeza deve continuar deixando suas marcas ao longo dos anos.

Fonte: Portal espresso: www.revistaespresso.uol.com.br

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Terrazza dell'Infinito, Ravello

Ravello é uma cidade medieval situada na costa amalfitana. Com uma beleza ímpar, próxima a Amalfi, cidade que dá nome à Costiera, Ravello tem uma das vistas mais belas do mundo. É lá que encontramos um lugar especial: o famoso Terraço do Infinito ou Terrazza del Infinito, o qual é assim denominado pois a impressão que se tem contemplando este local é que estamos olhando para um infinito azul, onde mar e céu se juntam e transformam a paisagem numa visão de sonho. Para quem passa pela região de Campania este é um passeio que não se pode deixar fazer.



Fonte:
Alma de Viajante
In Italy Today

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Quarta-feira de Cinzas

Quadro Quarta-feira de cinzas, obra do pintor alemão Carl Spitzweg

A quarta-feira de cinzas é o primeiro dia da Quaresma no calendário cristão ocidental. As cinzas que os cristãos católicos recebem neste dia é um símbolo para a reflexão sobre o dever da conversão, da mudança de vida, recordando a passageira, transitória, efêmera fragilidade da vida humana, sujeita à morte. Ela ocorre quarenta dias antes da Páscoa sem contar os domingos ( que não são incluídos na Quaresma); ela ocorre quarenta e seis dias antes da Sexta-feira Santa contando os domingos. Seu posicionamento varia a cada ano, dependendo da data da Páscoa. A data pode variar do começo de fevereiro até a segunda semana de março.
Alguns cristãos tratam a quarta-feira de cinzas como um dia para se lembrar a mortalidade da própria mortalidade. Missas são realizadas tradicionalmente nesse dia nas quais os participantes são abençoados com cinzas pelo o padre administrando a cerimônia. O padre marca a testa de cada celebrante com cinzas, deixando uma marca que o cristão normalmente deixa em sua testa até o pôr do sol, antes de lavá-la. Esse simbolismo relembra a antiga tradição do Oriente Médio de jogar cinzas sobre a cabeça como símbolo de arrependimento perante a Deus (como relatado diversas vezes na Bíblia). No Catolicismo Romano, é um dia de jejum e abstinência.
Era prática comum em Roma que os penitentes começassem sua penitênica pública no primeiro dia de Quaresma. Eles eram salpicados de cinzas, vestidos com saial e obrigados a manter-se longe até que se reoconciliassem com a Igreja na Quinta-feira Santa ou a Quinta-feira antes da Páscoa. Quando estas práticas caíram em desuso (do século VIII ao X) o início da temporada penitencial da Quaresma foi simbolizada colocando cinzas nas cabeças de toda a congregação.
Como é o primeiro dia da Quaresma, ele ocorre um dia depois da terça-feira gorda ou Mardi Gras, o último dia da temporada de Carnaval. A Igreja Ortodoxa não observa a quarta-feira de cinzas, começando a quaresma já na segunda-feira anterior a ela.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Carnaval de Veneza

Foto Localhost

O Carnaval de Veneza surge a partir da tradição do século XVII, onde a nobreza se disfarçava para sair e misturar-se com o povo. Desde então as máscaras são o elemento mais importante deste carnaval. Há no entanto registos de folguedos carnavalescos de 1268.
A festa tem duração de 10 dias, durante as noites realizam-se bailes em salões e as companhias conhecidas como compagnie della calza realizam desfiles pela cidade. Entre as mais conhecidas estão Os Antigos e Os Ardentes.

Mascarados do Carnaval de Veneza

Os trajes que se usam são característicos do século XVIII, e são comuns as maschera nobile, ou seja, máscaras nobre, caretas brancas com roupa de seda negra e chapéu de três pontas. Desde 1979 foram sendo somadas outras cores aos trajes, embora as máscaras continuem a ser brancas, prateadas e douradas.
Em 1797 Veneza passou a fazer parte do Reino Lombardo-Véneto, quando Napoleão Bonaparte assinou o tratado de Campo Formio. No que respeita ao Carnaval, os festejos foram proibidos. No ano seguinte os austríacos tomaram conta da cidade.
Os festejos só foram restabelecidos em 1979 de forma oficial, após quase dois séculos de ausência. Desde então a festa faz-se nos dias antes da Quaresma.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Famiglia

A querida Gina me mandou esse texto muito bacana, vale a pena ler e pensar!
Viva os domingos em família!
Obrigada Gina :o)


Filhos Italianos vs Filhos Americanos

Filhos Americanos: Saem de casa aos 18 anos com total apoio dos pais.
Filhos Italianos: Saem de casa aos 28 anos, tendo poupado dinheiro suficiente para comprar uma casa e pagar duas semanas de lua de mel quando casarem.... , mesmo assim eles mantém um quarto na casa dos pais para os fins-de-semana.

Filhos Americanos: Quando a mãe os visita leva um bolo, os filhos servem café e eles conversam.
Filhos Italianos: Quando a mamma os visita, ela leva comida para três dias e começa a lavar e passar roupa, limpar e arrumar a casa.

Filhos Americanos: Seus pais sempre avisam quando vão visitá-los e, geralmente isto acontece só em ocasiões especiais.
Filhos Italianos: Eles nunca sabem quando os pais vão aparecer às oito da manhã de sábado e começar a podar as suas árvores frutíferas. E, se não houver árvores frutíferas, eles plantam.

Filhos Americanos: Sempre pagam aluguel e procuram nas páginas amarelas quando precisam de algum serviço.
Filhos Italianos: Ligam para os pais e tios e pedem o telefone de outros pais e tios que possam ter o número de telefone do serviço que eles precisam.

Filhos Americanos: Visitam os pais para comer um bolo com café e fazem só isso, mais nada.
Filhos Italianos: Visitam os pais para tomar um café, comer bolo, antipasto, vinho, um bom prato de massa, carne, salada, pão, sobremesa, frutas, expresso e uns drinks após o jantar.

Filhos Americanos: Cumprimentam os pais com 'Oi' e 'Olá'.
Filhos Italianos: Cumprimentam os pais com um grande abraço, beijos e tapinhas nas costas.

Filhos Americanos: Tratam os pais por sr. e srª.
Filhos Italianos: Tratam os pais por mamma e babbo.

Filhos Americanos: Nunca viram os pais chorar.
Filhos Italianos: Choram junto com os pais.

Filhos Americanos: Devolvem o que pedem emprestado aos pais em poucos dias.
Filhos Italianos: Ficam com as coisas que pedem emprestado aos pais por tanto tempo que os pais esquecem que são deles.

Filhos Americanos: Quando o jantar acaba vão para casa.
Filhos Italianos: Quando o jantar acaba ficam horas conversando, rindo ou simplesmente confraternizando.

Filhos Americanos: Sabem pouco sobre os pais.
Filhos Italianos: Podem escrever um livro sobre os pais.

Filhos Americanos: Comem sanduíches de manteiga de amendoim, geléia e pão de forma branco.
Filhos Italianos: Comem sanduíche de salame, queijo colonial, pão caseiro, crustoli, conservas...

Filhos Americanos: Deixam você para trás se é isto que a maioria está fazendo.
Filhos Italianos: Não lhe abandonam mesmo que a grande maioria ache normal abandonar.

Filhos Americanos: São amigos do momento.
Filhos Italianos: São amigos por toda vida.

Filhos Americanos: Gostam de Rod Stewart e Steve Tyrell.
Filhos Italianos: Gostam de Laura Pausini e Andrea Bocelli.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Simboli Italiani - Sophia Loren

Quem não conhece Sophia Loren, na verdade Sofia Villani Scicolone, uma das atrizes mais lindas do cinema (minha opinião, mas acho que muitos concordam) e um ícone da cultura italiana?
Sophia é um símbolo de beleza e sensualidade e se mantém bela até os dias de hoje (pasmem, ela está com 74 anos!)

Imagem: BBC Brasil

Nascida em Roma em 20 de setembro de 1934, filha de um engenheiro e uma professora de piano e aspirante a atriz, a qual criou sua filha com muita dificuldade, pois fora abandonada pelo pai de Sofia. Romilda, mãe de Sofia, juntamente com a irmã e a pequena menina foram morar com a avó de Sofia em Pozzuoli, cidade próxima a Nápoles. A vida não era fácil para Sofia e sua família, passando ela por muitas privações e tudo piorou no período da Segunda Guerra. Nesta época, saíram de Pozzuoli e foram para Nápoles. O retorno a Pozzuoli ocorreu após o fim da guerra, onde a avó de Sofia abriu na sala de sua casa um bar, no qual vendia licor de cereja feito em casa. O tempo passou e aos 14 anos Sofia participou de concurso beleza em Nápoles e, apesar de não ganhar, ficou entre as finalistas.
A carreira começou a tomar novos rumos após o seu encontro com Carlo Ponti, produtor de cinema que posteriormente se tornaria seu marido. Com Ponti teve 2 filhos
Matriculou-se em um curso para atores e foi escolhida para atuar em Quo Vadis, onde iniciou de fato sua carreira como atriz no cinema. Foi aí que mudou seu nome para Sophia Loren.
Sophia trabalhou com diretores consagrados como Vittorio de Sica, Federico Fellini, Ettore Scola, Robert Altman, entre outros.
A sucesso mundial veio com o filme La Ciociara (Duas Mulheres) de 1962, pelo qual foi premiada com o Oscar de Melhor Atriz.
A lista dos seus trabalhos em cinema é extensa e são considerados trabalhos de destaque além do premiado La Ciociara, Il Girasoli (Girassóis da Rússia), Matrimonio all'Italiana (Matrimônio à Italiana), Una Giornata Particolare (Um Dia Muito Especial).
Sophia Loren foi a primeira atriz a receber um Oscar por um filme falado totalmente em outra língua que não o inglês.
Seu filme mais recente é de 2004: Peperoni ripieni e pesci in faccia (A Casa dos Gerânios).

Fontes:
Crônicas Urbanas
Portal de Cinema
Wikipedia
sophialoren.org

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Le squadre di calcio del Brasile più italiani - parte 1

Já estão começando os campeonatos de futebol pelo Brasil, agora é a época dos estaduais. Que me perdoem os leitores viciados por este esporte, afinal a moça que vos fala não é grande entendida, mas tenho o meu time de coração (e como descendente de italianos, não podia ser outro, o grande Palestra) e sei o que é um impedimento (aeeeeeeeee!!!!!), mas as informações futebolísticas não passam para muito além disso. Mas uma coisa eu sei: brasileiros e italianos possuem a mesma paixão pelo futebol, talvez esteja aí a raiz dessa paixão, da mistura de povos (italianos e brasileiros), que gerou este país. Será? Não sei, é uma hipótese a ser estudada.
O que posso dizer a vocês é que existem alguns clubes em terras brasileiras que foram gerados no meio dos imigrantes italianos, alguns na época da segunda guerra inclusive tiveram que mudar de nome (por exemplo o meu Palestra, hoje Sociedade Esportiva Palmeiras). Vamos voltar no tempo e descobrir quem são e onde estão as origens desses clubes. O primeiro, lógico, não podia ser outro, o Palmeiras, meu time de coração e o primeiro a ser lembrado quando falamos de clubes de origem italiana.

Sociedade Esportiva Palmeiras

A história deste clube começa em 26 de agosto de 1914, data de sua fundação. Os seus fundadores, imigrantes italianos (principalmente funcionários das Indústrias Matarazzo) tinham um objetivo: unir os italianos de São Paulo sob uma mesma bandeira e que estes fossem representados por este clube no campeonato oficial de futebol
Os principais fundadores do clube foram: Luigi Cervo, Luigi Marzo, Vicente Ragognetti e Ezequiel Simone (primeiro presidente do clube).
A primeira partida disputada pelo então Palestra Itália (a palavra palestra vem do grego, Palaistra, e significa lugar do exercício de luta corporal) ocorreu na cidade de Votorantim, contra a equipe do Savóia, vencendo por 2 a 0, com gols de Bianco e Alegretti, conquistando o seu primeiro troféu, a "Taça Savóia".
Em 1916 o Palestra participa do Campeonato Paulista da Associação Paulista de Esportes Atléticos e sua estréia aconteceu em 13 de maio deste ano, contra o A.A. Mackenzie College, onde empataram a partida em 1 a 1.
Em 1917, com reforços vindos do interior de São Paulo e do Ruggerone (clube da Lapa), o Palestra termina o campeonato com a segunda colocação. Neste ano, aconteceu a primeira partida de muitas contra o até hoje principal adversário Sport Clube Corinthians, a qual o Palestra venceu por 3 a 0.
Em 1920 aconteceu a compra, por 500 contos de réis do Estádio Palestra Itália e neste mesmo ano o clube conquistou seu primeiro título estadual.
A mudança do nome aconteceu em 1942, pela pressão sofrida por parte do governo brasileiro, pois o Brasil também estava contra os países do Eixo (fazendo parte deste países a Itália) na Segunda Guerra Mundial, passando então de Palestra Itália para Sociedade Esportiva Palmeiras.

Hino:



Letra: Gennaro Rodrigues
Música: Antonio Sergi

Quando surge o alviverde imponente
No gramado em que a luta o aguarda
Sabe bem o que vem pela frente
Que a dureza do prélio não tarda

E o Palmeiras no ardor da partida
Transformando a lealdade em padrão
Sabe sempre levar de vencida
E mostrar que de fato é campeão

Defesa que ninguém passa
Linha atacante de raça
Torcida que canta e vibra

Defesa que ninguém passa
Linha atacante de raça
Torcida que canta e vibra

Por nosso alviverde inteiro
Que sabe ser brasileiro
Ostentando a sua fibra

Os Distintivos:

Fonte: Sociedade Esportiva Palmeiras

Mascote:
O mascote do clube é o periquito, ave típica brasileira e foi escolhido porque essas aves faziam ninhos na área onde o clube está situado. Muitos confunde o mascote do Palmeiras com o Zé Carioca, mas o mascote do clube é mais antigo que o famoso personagem de desenho.


Fonte: Sociedade Esportiva Palmeiras

Títulos:

Títulos Internacionais

  • Campeonato Mundial Interclubes da FIFA - 1951
  • Copa Libertadores da América - 1999
  • Copa Mercosul - 1998
  • Troféu Ramón de Carranza (Espanha) - 1969, 1974 e 1975
  • Torneio do México (México) - 1959
  • Torneio Quadrangular de Lima (Peru) - 1962
  • Torneio Cidade de Manizáles (Colômbia) - 1962
  • Torneio de Florença (Itália) - 1963
  • Torneio Pentagonal de Guadalajara (México) - 1963
  • Copa IV Centenário do Rio de Janeiro (Brasil) - 1965
  • Torneio Quadrangular João Havelange (Brasil) - 1966
  • Copa Brasil-Japão (Japão) - 1967
  • Copa da Grécia (Grécia) - 1970
  • Torneio de Mar del Plata (Argentina - Uruguai) - 1972
  • Copa Kirin (Japão) - 1978
  • Torneio Euro-América (Brasil) - 1991, 1996
  • Copa Imigração Italiana (Brasil) - 1975
  • Copa Brasil Itália (Brasil) - 1994
  • Torneio Lev Yashin (Russia) - 1994
  • Torneio Naranja (Espanha) - 1997

Títulos Nacionais

  • Campeonato Brasileiro - 1972, 1973, 1993 e 1994
  • Torneio Roberto Gomes Pedrosa - 1967 e 1969
  • Copa do Brasil - 1998
  • Taça Brasil - 1960 e 1967
  • Copa dos Campeões - 2000
  • Campeonato Brasileiro Série B - 2003

Títulos Interestaduais

  • Torneio Rio-São Paulo - 1933, 1951, 1965, 1993 e 2000
  • Taça de Campeões Rio-São Paulo - 1926, 1934, 1942 e 1947
  • Troféu Porto Alegre - 1936
  • Torneio da Bahia - 1937
  • Torneio do Paraná - 1938
  • Torneio Quadrangular de Fortaleza - 1938
  • Torneio de Inauguração do Pacaembu - 1940
  • Torneio de Belo Horizonte - 1945
  • Troféu Rio Grande do Sul - 1946
  • Taça de Campeões São Paulo-Bahia - 1948
  • Torneio Quadrangular São Paulo-Rio - 1952
  • Torneio Quadrangular do Recife - 1955
  • Torneio do Café - 1984
  • Taça Maria Quitéria - 1997
  • Taça Governador de Goiás - 1997

Títulos Estaduais

  • Campeonato Paulista - 1920, 1926 (invicto), 1927, 1932 (invicto), 1933, 1934, 1936, 1940, 1942, 1944, 1947,1950, 1959 (supercampeão), 1963, 1966, 1972 (invicto), 1974, 1976, 1993, 1994, 1996 e 2008
  • Campeonato Paulista Extra - 1926 (invicto) e 1938
  • Taça Estadual de Campeões (Taça Competência) - 1920, 1926, 1927 e 1932
  • Taça Ballor - 1926 e 1927
  • Torneio Inicio do Campeonato Paulista - 1927, 1930, 1935, 1939, 1942, 1946 e 1969
  • Taça dos Invictos - 1933, 1934, 1972, 1973, 1974, 1989
  • Troféu Campeoníssimo - 1942
  • Taça Cidade de São Paulo - 1945, 1946, 1950, 1951
  • Torneio Roberto Ugolini - 1959, 1960
  • Torneio de Classificação Paulistano - 1969
  • Taça Piratininga - 1963, 1965 e 1966
  • Torneio Laudo Natel - 1972
  • Troféu Gazeta Esportiva - 1979
  • Troféu José Maria Marín - 1987
  • Troféu Athiê Jorge Coury - 1993

Títulos Honoríficos

  • Campeão Honorário do Brasil - 1926, 1933 e 1947
  • Campeão do Ano Santo - 1950
  • Campeão das Cinco Coroas - 1950 e 1951
  • Fita Azul (excursões ao exterior) - 1962, 1972 e 1994
  • Troféu da IFFHS (Federação Internacional de História e Estatística de Futebol) - 1999

Títulos do Palmeiras B

  • Torneio Internacional da Índia (Calcutá - Índia) - 2001
  • Torneio China-Brasil - Taça Cristal (China) - 2004
  • Taça Centenário do Estudiantes de La Plata (Argentina) - 2005
  • Torneio Internacional de Bellinzona (Suiça) - 2007

Títulos do Segundo Quadro

Entre 1915 e 1940 foi disputado o campeonato paulista de segundos quadros, onde o Palestra Itália foi o maior campeão. Confira as conquistas:

  • 1917, 1919, 1920, 1922 (invicto), 1923, 1926 (extra), 1927, 1928, 1929, 1930, 1931, 1932, 1934, 1938 (extra)

Títulos do Palmeiras do Nordeste

  • Campeão Estadual da Bahia 2º Divisão - 2001
  • Campeonato Estadual da Bahia 1º Divisão - 2002
  • Taça Estado da Bahia (Troféu Mario Sérgio Pontes de Paiva) - 2003

Fonte:
Sociedade Esportiva Palmeiras
Wikisource
Sambafoot

sábado, 3 de janeiro de 2009

Dieta Mediterranea - la dieta della salute - Parte 2

Este outro texto, publicado no New York Times e reproduzido pelo Último Segundo, fala do aumento do peso e doenças e a relação com adoção de outros hábitos alimentares não tão saudáveis. A dieta Mediterrânea está perdendo lugar para a dieta da facilidade, onde entram produtos industrializados, com muito açúcar e gordura, pobres em fibras e ricos em conservantes, corantes e etc. 


Por ELISABETH ROSENTHAL

KASTELI, Grécia – O pediatra Michalis Stagourakis está assistindo a uma transformação acontecendo em seu consultório nos últimos três anos. As reclamações de nariz entupido e dor de estômago estão agora em meio a reclamações muito mais sérias: diabetes, pressão alta e colesterol alterado. A mudança na dieta, disse o médico, produziu uma epidemia de obesidade e doenças relacionadas no Mediterrâneo.

Pequenas cidades como essa a oeste de Creta, considerada o berço da famosa dieta mediterrânea – valorizando o azeite de oliva, a produção fresca e peixes – estão agora inundadas de lojas de chocolate, pizzarias, sorveterias, máquinas de refrigerante e redes de fast-food.

O fato é que a dieta mediterrânea, associada à longevidade e baixas taxas de doenças do coração e câncer, está desaparecendo de sua terra natal. Hoje, é mais provável encontrá-la em restaurantes luxuosos de Londres ou Nova York que entre as novas gerações da Grécia, onde dois terços das crianças estão acima do peso e os efeitos negativos na saúde estão crescendo, dizem autoridades sanitárias.

“Este é um lugar onde você pode ver pessoas que vivem 100 anos, onde pessoas são magras e enfeitadas”, disse Stagourakis. “Agora, você vê crianças com expectativa de vida menor que a dos seus pais. Isso realmente assusta as pessoas.”

“Estado moribundo”

Essa preocupação tem sido reforçada pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO, sigla em inglês), que publicou um relatório recentemente dizendo que a dieta da região mediterrânea “decaiu a um estado moribundo.”

“Era quase uma alimentação perfeita, mas quando olhamos para o que as pessoas estão comendo, percebemos que muito daquela dieta elogiada não existe mais”, disse o autor do relatório, Josef Schmidhuber, economista da Organização. “Ela se tornou apenas uma lembrança.”

Grécia, Itália, Espanha e Marrocos até pediram à UNESCO para designar a dieta mediterrânea como “bem intangível do patrimônio cultural da humanidade”, reconhecimento de seu valor essencial assim como de sua potencial extinção.

Os efeitos mais sérios de seu desaparecimento contínuo estão na saúde e na cintura das pessoas. Alarmados pela nova tendência, há alguns anos o governo grego visita anualmente escolas de vilas como Kasteli para pesar as crianças e dar palestras sobre nutrição. As lições incluem uma pirâmide de alimentos focada na dieta mediterrânea.

Entretanto, é uma batalha penosa. Nesta primavera, a maioria das crianças que foram testadas em suas classes do primeiro grau desta cidade silenciosa de 3 mil habitantes, também conhecida com Kissamos, tinham colesterol alto. “Esse era o assunto da escola”, disse Stella Kazazakou, 44, mãe de Theodore, 9. “Ao invés de comparar as notas, as mães estavam comparando os níveis de colesterol.”

Na Grécia, três quartos da população adulta estão acima do peso ou obesas, “de longe” a pior taxa da Europa segundo as Nações Unidas. O índice de sobrepeso dos garotos de 12 anos cresceu mais de 200% entre 1982 e 2002 e cresce mais rápido desde então.

A Itália e Espanha são um dos primeiros em obesidade, com as taxas entre os adultos acima dos 50%, em comparação com 45% na França e na Holanda, por exemplo.

Nos Estados Unidos, 66% dos adultos de 20 anos ou mais estavam acima do peso em 2004, e 31,9% das crianças entre 2 e 19 estava acima do peso em 2006, apesar das estatísticas infantis serem difíceis de comparar pois são recolhidas de maneira distintas nos diferentes países.

Na Grécia, o aumento no número de crianças gordas tem sido impressionante, dizem pais e médicos.

“A dieta deles é completamente diferente do que era a nossa”, disse Soula Sfakianakis, 40, relembrando o café da manhã com leite de cabra, pão e mel. Seu filho, Vassilis, um enérgico menino de 9 anos com um bigode de chocolate deixado por um recente cone de sorvete, disse que prefere cereais no café da manhã e bife ou macarrão no jantar.

Crianças obesas

A médica Antonia Trichopoulou, professora de epidemiologia na Escola de Medicina da Universidade de Atenas, disse que o problema cresceu mais acentuado com o crescimento dos supermercados e, especialmente, comidas convenientes.

“Nos últimos cinco anos essa situação ficou realmente ruim”, disse ela. “As crianças estão todas muito pesadas. O mercado está pressionando muito, e os pais e as escolas parecem incapazes de resistir.”

As propagandas direcionadas às crianças invadiram a Grécia com força total, expandindo em direção ao interior. Na televisão há comerciais para salgadinhos; nos supermercados há prateleiras de doces. No último ano, a Coca-Cola patrocinou um evento sobre alimentação saudável.

A tradicional dieta, pobre em gordura saturada e rica em nutrientes, era baseada em vegetais, frutas, grãos não refinados, azeite de oliva e um pouco de vinho – tudo consumido em doses diárias.

Peixes, nozes, aves, ovos, queijos e doces eram pouco consumidos. Carne vermelha, açúcar refinado ou farinha, manteiga e outros óleos ou gorduras eram raramente consumidos, se consumidos.

Pesquisas sobre alimentação começaram na década de 1990 quando os cientistas notaram que as pessoas nos países mediterrâneos vivam mais e apresentavam menos casos de doenças graves apesar de terem uma atração por hábitos pouco saudáveis como fumar e beber. Mas essa proteção parece que está rapidamente desaparecendo.

Há uma geração, a típica dieta mediterrânea reunia as recomendações nutricionais da Organização Mundial da Saúde que aconselham que menos de 10% das calorias devem vir de gorduras saturadas e menos de 300 miligramas de colesterol devem ser consumidos por dia.

Hoje, a dieta típica em todos os países excede significativamente esses limites, disse Schmidhuber. Na Grécia, a média de consumo diário de colesterol aumentou 400 miligramas dos 190 em 1963. Na Alemanha, aconteceu algo similar. Em Portugal, onde o salto foi maior, o consumo passou de 155 para 460 miligramas.

Em 2002, um estudo britânico apontou que entre 31% e 34% das crianças na Grécia estavam acima do peso – um crescimento de 212% desde 1982 – e “a situação piorou e muito desde então”, disse Stagourakis. Um quarto das crianças em Creta tem problemas de colesterol, segundo ele, e está cada vez menos incomum para o pediatra atender crianças com diabetes e pressão alta.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Dieta Mediterranea - la dieta della salute - Parte 1

Temos dois artigos sobre a famosa Dieta Mediterrânea,o primeiro iremos deixar aqui hoje e foi publicado na Folha Online. Este artigo fala dos benefícios desta dieta, indicada pela Organização Mundial da Saúde (WHO) como exemplo de dieta saudável
Adotar a dieta mediterrânea como base de uma alimentação saudável pode ser uma boa escolha, mas lembre-se: a dieta mediterrânea é muito mais que incluir macarrão, pão, vinho e azeite na sua alimentação diária, é mudar hábitos, escolher alimentos frescos, menos processados, dar preferência às frutas, legumes e verduras, ter equilíbrio à mesa e praticar atividade física, ou seja, tudo aquilo que é pregado por todos os profissionais de saúde. E não se esqueça de buscar ajuda profissional antes de mudanças radicais na sua alimentação e estilo de vida.

Gastronomia mediterrânea ajuda a prevenir doenças do coração e câncer

JORGE BLAT
da Folha Online

Uma alimentação saudável não cura uma doença, mas certamente ajuda a reduzir a possibilidade de contraí-la. Você acreditaria que uma dieta na qual pode-se comer pão, queijo, carnes, ovos e ainda por cima beber vinho todos os dias ajuda a prevenir doenças do coração, os cânceres de cólon e de seios, mantém baixos os níveis de colesterol e controla o seu peso?

Sim, ela existe, e há mais de quatro mil anos, na região do Mediterrâneo. Um prato típico desta culinária pode conter apenas 8% de gordura contra 25% ou até 35% nas refeições comumente consumidas em outros países ocidentais e do Leste Europeu . "A grande vantagem da dieta mediterrânea é que ela tem baixos níveis de gordura saturada, isto é, carece de carnes vermelhas e produtos lácteos gordurosos", afirma Maria Lúcia Garcia, presidente da Associação Paulista de Nutrição (Apan). Na representação da pirâmide nutricional da dieta (veja abaixo), as carnes estão no topo, o que significa que seguidores desse regime alimentar consomem esporadicamente carnes, uma vez ao mês.

Quanto ao clichê de que o consumo diário de pães e massas engorda, alimentos básicos na gastronomia mediterrânea, Garcia contesta: "pão e massas provêem de cereais, ricos em carboidratos, e não de gorduras animais". Cada grama consumida de proteína produz quatro gramas de calorias, enquanto que cada grama ingerida de gordura transforma-se em nove de calorias. "As massas são imprescindíveis porque fornecem bastante energia ao corpo, com baixa caloria. Nosso organismo necessita de 60% de energia, que vem na forma de hidratos de carbono presentes em massas e pães", acrescenta Garcia.

Os pilares que sustentam os benefícios da dieta mediterrânea são o azeite de oliva, o trigo, as verduras e os legumes. O consumo de azeite de oliva, por exemplo, que é um ácido gorduroso monoinsaturado, normaliza a taxa de colesterol no sangue, e, por consequência, inibe a formação da placas de gordura nas cavidades arteriais, o que reduz o risco do aparecimento de alguma doença cardiovascular.

Alguns ingredientes típicos da região do Mediterrâneo são importados pelo Brasil, mas aqui têm um preço elevado. Garcia sugere, por exemplo, que o azeite de oliva seja substituído por óleos de canola e girassol, que carecem de gordura saturada como o azeite.

Queijos e iogurtes devem ser consumidos à vontade, mas não todos os tipos. "É preferível comer queijos magros, como a ricota, que tem pouca gordura", afirma Garcia. Quanto à carne de porco, vale o mesmo princípio da vermelha: ingeri-la esporadicamente "e, de preferência, partes com poucas gorduras, como o lombo ou o filé mignon", afirma Garcia. O vinho tinto, que traz benefícios na circulação do sangue e é um dilatador cardiovascular, deve ser consumido diariamente com moderação, como acompanhamento das refeições.

A presidente da APAN diz que seria "bastante benéfico para o país que a nossa alimentação fosse inspirada na dieta mediterrânea". O hábito alimentar do brasileiro, centrado no consumo quase diário de carne vermelha, ganharia em qualidade e economia. "Diante das dificuldades econômicas que a população passa no dia-a-dia, a troca de carnes de vaca e de porco por galinha e peixe seria benéfica para a saúde", conclui.

Estudos na Universidade de Bordeaux, na França, em 1997, provaram que a alimentação com base na dieta mediterrânea pode prevenir em até 70% o risco de um segundo ataque cardíaco. O trabalho com 600 pacientes concluiu que a dieta é muito mais eficiente do que uma dieta considerada convencional na prevenção de ataque cardíaco e morte após um primeiro infarto.

A dieta convencional é rica em ácido linoléico (uma gordura poliinsaturada presente nos óleos vegetais de milho, soja, girassol e margarinas) e a dieta mediterrânea tem mais ácido oléico (gordura monoinsaturada presente no azeite de oliva e no óleo de canola).

Os pacientes que se alimentaram por meio da dieta mediterrânea por 27 meses tiveram uma incidência de infarto e morte 73% menor do que os que receberam a dieta convencional. O efeito protetor começa a ser observado dois meses após o início da dieta, o que sugere um efeito de prevenção na formação de trombos (coágulos) que bloqueiam totalmente a coronária.

Em outras pesquisas, tanto os ácidos graxos ômega 3, como os folatos, antioxidantes, proteínas vegetais e outras substâncias, presentes nos peixes, legumes, frutas e cereais, indicaram redução dos níveis de colesterol.

A Associação Americana de Cardiologia, porém, reconhece que a incidência de doenças cardíacas na região do Mediterrâneo é menor do que nos EUA, mas que outros fatores, como o estilo de vida, têm de ser levados em conta na análise de seus benefícios à saúde.

Pirâmide nutricional da dieta mediterrânea
Fonte: Oldways Preservation & Exchange Trust

A pirâmide da dieta mediterrânea foi desenvolvida após estudo realizado em 1960 sobre as tradições alimentares da ilha de Creta, na Grécia, e do sul da Itália. Os pesquisadores, na época, identificaram uma menor taxa de doenças crônicas e maior expectativa de vida dos habitantes destas regiões e avaliaram que a alimentação era fator importante na prevenção de doenças.

Variações desta dieta existem em todos os países banhados pelo Mediterrâneo. A pirâmide não é fundamentada somente no peso ou na quantidade de calorias que os alimentos contêm. Mas na combinação das porções a serem ingeridas e na indicação de quais comidas favorecem o estilo da dieta do Mediterrâneo.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

A Missa do Galo

Basílica de Santa Maria Maior - Local da Celebração da Missa Do Galo
Foto - Wikipédia

Em um país cheio de tradições como a Itália, berço da Igreja Católica Apostólica Romana, nada mais justo que a celebração de um ritual para relembrar o porquê da comemoração do Natal. Iniciaremos pela localização da sede da Igreja Católica, Vaticano, cidade-Estado, o menor Estado independente do mundo, o qual se situa dentro de Roma. Lá, à meia noite do dia 24 de dezembro é realizada a Missa do Galo, que de tão importante é celebrada pelo sacerdote supremo da Igreja, o Papa. A tradição da Missa do Galo começou no século V, através dos Romanos e é celebrada neste horário pois é a hora do nascimento de Jesus, na passagem do dia 24 para o dia 25 de dezembro. O nome da missa tem algumas versões: uma delas diz que possui este nome pois o primeiro animal a presenciar Jesus foi o galo e este tinha a missão de anunciar o nascimento do Messias. A outra versão diz que as pessoas que assistiam à missa voltavam muito tarde (ou muito cedo) para suas casas, quando os galos já estavam cantando. A missa é realizada com todas as velas do advento acesas (no total de 24, uma para cada dia que antecede o Natal). Após a missa os fiéis voltam para suas casas, colocam o menino Jesus no presépio (tradição na Itália, o menino Jesus só vai para o presépio no dia 25, enquanto isso a manjedoura fica vazia), trocam presentes e compartilham a ceia.

Desejamos a todos os nossos leitores e colaborados um Feliz Natal, pensando no seu significado e naquilo que o aniversariante gostaria que nós estivéssemos fazendo para comemorar a sua vinda a esse mundo.

Fonte:
Wikipédia; Natal Todos Os Dias

domingo, 14 de dezembro de 2008

Tarantella

A tarantela, em italiano tarantella, é uma dança popular e composição musical, em compasso binário composto (6/8), geralmente em modo menor, de caráter vivo, caracterizada pela troca rápida de casais. Diz-se que dançar a tarantella a sós traz má sorte. Forma-se um círculo dançante, executado no sentido horário até a música se tornar rápida, quando todos trocam de direção. O ciclo ocorre algumas vezes, eventualmente ficando tão rápido que é muito difícil manter o ritmo. Em geral é conduzida por um cantor central e acompanhada por castanholas e tamborim.

Muito em voga entre os séculos XIV e XV na região da Campania, Itália, seu nome provém de Taranto, cidade da região da Puglia, no sul da Itália.Historicamente, a palavra é associada ao tarantismo, tarentismo ou tarantulismo - manifestação de delírio convulsivo atribuída, segundo a crença popular, à substância tóxica inoculada pela tarântula (Lycosa tarentula), aranha venenosa muito comum na Europa Meridional. Segundo a crença popular, a toxina induziria à dança frenética - daí o nome tarantella. De todo modo, vocábulos como tarantela, taranta, tarantismo e similares, derivam do nome da cidade de Taranto, raiz linguística comum e mais antiga. Existem algumas variações regionais da dança - apuliana, napolitana, siciliana e calabresa.


Tarantella Pugliese


Tarantella Napoletana

Tarantella Calabrese


Tarantella Siciliana




Fonte Wikipédia

sábado, 6 de dezembro de 2008

Cardápio Especial Natale Italiano - Decoração Tipicamente Italiana

O texto abaixo é uma contribuição da Eda Lombardi, amiga e leitora assídua do nosso blog. A Eda é descendente de italianos e sempre comemorou um Natal tipicamente italiano. É artesã e faz trabalhos lindos, como por exemplo os souplats e porta-guardanapos que vocês verão nas fotos a seguir.



Sou da quarta geração dos Lombardis, napolitanos, e da terceira geração dos Dorsas, calabrês o nonno, romana a nonna. Para quem não tem muita intimidade com os italianos, apesar das mammas terem uma influência muito grande na criação dos filhos, o sobrenome que se carrega é tão somente o paterno. Meu nome, Eda Maria Lombardi. Não foi possível registrar-me Edda, que é o nome italiano, por causa de uma lei a respeito de nomes estrangeiros criada poucos anos antes de eu nascer. Bem, como puderam perceber sou uma brasileira bem ao estilo "Mamma Mia", pois pela lei de sangue, sou genuinamente italiana!!!!!

A pedido da minha amiga Luciana, arrumei uma mesa de Natal tipicamente italiana, onde o convidado de honra é Gesù Bambino (Menino Jesus) e não Babbo Natale (Papai Noel), como as crianças brasileiras estão mais acostumadas. 



Na Itália, Papai Noel não toma conta do imaginário infanfil e Gesù Bambino é um forte concorrente do velhinho nórdico. O jornal italiano Corriere della Sera publicou em sua edição eletrônica de final de semana uma enquete muito divertida. Trata-se de opinar sobre o relacionamento das crianças italianas com o Menino Jesus.

Os leitores deveriam escolher entre frases tiradas do livro "Caro Gesù: la giraffa la volevi pròprio cosi o è stato un´incidente?" (Querido Jesus, a girafa você a queria assim mesmo ou aconteceu um acidente?). O livro é uma amostra do que as crianças costumavam escrever nas redações das escolas, no catecismo e nos bilhetes de final de ano.

Escolham vocês também!!!! Aí vão algumas.

"Querido Menino Jesus, na minha escola alguns colegas escrevem para o Papai Noel. Eu não confio ‘naquele lá’. Prefiro você.”
(Sara)

"Querido Menino Jesus, obrigado pelo irmãozinho, mas na verdade eu tinha rezado para ganhar um cachorrinho."
(Gianluca)

"Querido Jesus, você é invisível mesmo ou é só um truque?"
(Giovanni)

"Querido Jesus, o padre Mário é seu amigo ou você só o conhece do trabalho?"
(Lorenzo)

"Querido Jesus, na escola aprendemos que Thomas Edson inventou a luz e no catecismo que foi você. Para mim, ele roubou a sua idéia.”
(Dària)

"Querido Menino Jesus, por gentileza mande-me um cachorrinho. Eu ainda não pedi nada, pode conferir!”
(Bruno)

"Querido Jesus, gosto muito de rezar o Pai Nosso. Ele você escreveu todo de uma vez ou teve que apagar algumas vezes? Eu, na escola, quando vou escrever alguma coisa mais comprida, apago muitas vezes."
(Franco)

"Querido Jesus, você não tem inventado animais novos? Tenho visto sempre os mesmos!"
(Loredana)

"Querido Jesus, se Caim e Abel tivessem um quarto só para eles, talvez não tivessem se matado.Com meu irmão funciona!”
(Paolo)

Bem, com isto, Buon Natale e Felice Cappo d´Anno a tutti!

Eda Lombardi

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Una Canzone di Natale

Esta é uma canção típica de natal na Itália. Sua melodia se modifica conforme a região onde é cantada e é conhecida em toda Europa. Escrita por Afonso Maria de Ligório, sacerdote napolitano, que foi canonizado em 1839, fundador da congregação Santíssimo Redentor, também conhecida como Redentoristas. Seguem aqui duas das interpretações desta canção.

Tu scendi Dalle Stelle - Interpretação: Alex Baroni




Tu Scendi Dalle Stelle - Serenata de Natal - 2007 - 208 Sul



Tu scendi dalle stelle,
O Re del Cielo,

e vieni in una grotta,

al freddo al gelo.

Tu vens das estrelas,

Oh Rei do Céu,

e veio numa gruta,

fria, na geada.


O Bambino mio Divino
Io ti vedo qui a tremar,
O Dio Beato
Ahi, quanto ti costò
l'averci amato!

Oh meu menino divino

Vejo-te aqui a tremer,

Ó Deus abençoado

Ah,quanto a ti custou

ter amado!

A te, che sei del mondo
il Creatore,
mancano panni e fuoco;
O mio Signore!

A ti , que sois do mundo

o Criador

faltam roupas e fogo;

Ó meu Senhor!

Caro eletto Pargoletto,
Quanto questa povertà
più mi innamora!
Giacché ti fece amor
povero ancora!

Amado Bebê eleito,

Tal pobreza

Mais me fascina!

Uma vez que o amor
o fez pobre.


Fontes:
http://en.wikipedia.org/wiki/Tu_scendi_dalle_stelle
http://www.trentini.com.br/?pagina=noticiaslocais_item&id=512&unidade=26&idioma=port


segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Tradizione di Natale in Italia

Essas são algumas das práticas e tradições que ocorrem no Natal Italiano:

Presépio: prática comum em muitos países, o presépio representa o nascimento de Jesus em Belém, ao lado de José e Maria. Podem variar em tamanho, forma e materiais utilizados para sua confecção. O primeiro presépio montado no mundo teria sido feito por S. Francisco de Assis, em 1223. Ele não foi passar o Natal na igreja, como de costume, indo para a floresta de Greccio (região do Lácio). Com a intenção de demonstrar às pessoas que eram do povo como foi o nascimento de Jesus, ele enviou para este local uma manjedoura, um boi e um burro celebrando, então, a missa de Natal. A partir desse momento este tipo de representação se espalhou e se tornou tradição entre o clero e os nobres por toda a Europa.

Foto: Wikipedia

Calendário do Advento: de origem alemã, este calendário possui vinte e quatro dias, os quais começam a ser contados a partir do dia 1º de dezembro e vão até a vépera de Natal. A intenção é criar expectativa para a chegada do Natal, estreitando laços entre a família e revelando fatos a respeito do nascimento de jesus, através da contagem dos dias de forma regressiva. Existem vários tipos de calendários, inclusive alguns produzido para crianças, onde há compartimentos para que sejam colocados doces ou pequenas lembranças, estimulando a curiosidade infantil.

Foto: Wikipedia

La Befana: é uma personagem folclórica semelhante ao Papai Noel. Normalmente sua descrição é a seguinte: mulher cavalgando um cabo de vassoura, vestindo um xale e coberta de fuligem , por entrar nas casas onde há crianças através da chaminé. Ela coloca nas meias das crianças que foram boas, na noite de 5 de janeiro, doces e presente, os quais ela carrega em um saco. Para as crianças travessas, ela deixa um monte de carvão ou doce escuro.
Uma das versões do surgimento de La Befana é a seguinte:
Os Reis Magos pararam na casa de La Befana antes de chegarem em Belém. Jantaram e a convidaram para seguir com eles. Ela recusou para ficar limpando a casa, mas logo se arrependeu, mudou de idéia e saiu, levando com ela a vassoura e pertences para ofertar a Jesus. O fato é que ela não os encontrou e nem ao Menino Jesus e ele segue sua busca até os dias de hoje, e em cada casa que ela passa deixa um presente na esperança de que esteja deixando-o a Jesus.

Foto: Wikipedia

Panetone: o hábito de comer panetone no Natal nasceu em Milão, espalhou-se pela Itália e depois para o mundo. Existem três versões para o surgimento do Panetone. A primeira trata de uma história de amor proibido. Um rapaz milanês se apaixonou pela filha de um padeiro chamado Toni. O padeiro não aprovava o namoro de sua filha com o tal rapaz. Ele, então, começou a trabalhar na padaria disfarçado de ajudante, na expectativa de impressionar o futuro sogro. Após alguns dias e várias tentativas criou um pão diferente, com formato de cúpula de igreja e um sabor especial. Esse pão fora dado de presente ao seu futuro sogro, o qual deu ao jovem permissão para casar com sua filha, ao mesmo tempo o tal pão obteve sucesso imediato, com muita procura e, por ter sido produzido na padaria do Sr. Toni, ficou conhecido com Pane di Toni, mais tarde, panetone.

A segunda versão diz que o panetone fora criado por Gian Galeazzo Visconte, que era o primeiro duque de Milão e mestre cuca. O pão fora criado para uma festa.

A terceira versão fala sobre uma outra história de amor, enter Ughetto e Adalgisa. Ele, apaixonado, decidiu trabalhar na padaria do pai de Adalgisa para poder ficar mais perto dela. Inventou então, o panetone durante sua permanência ali, entre 1300 e 1400. O seu sogro gostou muito da novidade e deu permissão para que Ughetto se casasse com Adalgisa.

Foto: Wikipedia
Outros hábitos:

Manter o fogo aceso na noite de Natal até o outro dia.

Na noite de Natal, após uma oração, concluída com sinal da cruz e cumprimentos com desejos de boa sorte se come Tortelli di Zuca (abóbora), tradição antiga no norte da Itália.

Não se come maçã, por ser a representação do pecado original

Uso de galhos de Azevinho em enfeites pela casa.

É costume a troca de roupa para proteção contra doenças (ex: uma peça de roupa velha por uma nova)

Algumas regiões adotam o costume de ter em sua mesa apenas 13 pratos no jantar de vigília.

No dia de Natal, no almoço, as crianças pedem perdão aos pais por seus erros cometidos durante o ano através de cartinhas deixadas embaixo dos pratos dos mesmo. Os pais abraçam e beijam seus filhos e lhe dão dinheiro de presente.

Buon Natale

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pres%C3%A9pio
http://correiogourmand.com.br/info_cozinhas_do_mundo_italia_03.htm
http://en.wikipedia.org/wiki/La_Befana
http://www.estacio.br/rededeletras/numero6/parlaquetefabene/labefana.asp
http://www.drashirleydecampos.com.br/noticias.php?noticiaid=8790&assunto=Gastronomia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Calend%C3%A1rio_do_Advento